A OpenAI apresentou nesta quarta-feira (24) o Jalapeño, seu primeiro processador desenvolvido internamente para uso em aplicações de inteligência artificial. O componente foi criado com a meta de tornar o ChatGPT e demais produtos da empresa mais ágeis e com menor custo de operação.
Resultado de uma parceria com a Broadcom, fabricante norte-americana de semicondutores, o chip foi ajustado para a fase de inferência em IA (Inteligência Artificial), isto é, o momento em que um modelo já treinado responde às solicitações dos usuários, em contraste com a etapa inicial de treinamento, que é significativamente mais cara e demorada.
Desempenho por watt
Em postagem em seu blog, a OpenAI afirmou que, mesmo ainda aferindo o resultado final, simulações e testes preliminares indicam que o Jalapeño deve entregar uma eficiência energética bem acima da oferecida pelas soluções mais avançadas do mercado. A empresa revelou ainda que seus próprios sistemas de inteligência artificial participaram do projeto arquitetônico do hardware.
Implantação em data centers
Ao contrário de processadores voltados a um único ecossistema, o Jalapeño foi concebido para rodar com uma grande diversidade de modelos de IA, inclusive de terceiros. Sua implementação está prevista para começar ainda este ano em data centers operados pela Microsoft e por outros parceiros da companhia.
Redução da dependência da Nvidia
Com o domínio sobre o projeto de seu próprio hardware, a OpenAI pretende reduzir a dependência em relação a fornecedores externos, em especial a Nvidia, que hoje lidera o segmento de chips voltados a IA. A estratégia se soma aos investimentos já feitos pela empresa em outras frentes de infraestrutura.
Próximos passos
Para o presidente-executivo da Broadcom, Hock Tan, o lançamento representa apenas o início da colaboração entre as duas companhias. Segundo ele, novos produtos devem ser desenvolvidos em conjunto nos próximos anos. As informações são da Agência France-Presse (AFP).