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Fraude no iBazar: como um classificado de jornal?
20/6/2002 - 19:54 Giordani Rodrigues
| Mas as duas coisas são muito diferentes. Os sites de leilões são uma forma de comércio eletrônico típico dos tempos de Internet. Classificados de jornal normalmente têm alcance local. Comprador e vendedor costumam ser da mesma comunidade e se encontram fisicamente para efetuar a transação. Num site de leilões, o anúncio é feito na rede mundial de computadores. O vendedor pode estar no Amazonas e o comprador no Rio Grande do Sul (quando não em outros países). A transação normalmente é feita por e-mail ou telefone, o que aumenta consideravelmente o risco de fraudes. A reportagem do Correio Braziliense informa que os sites de leilões são "líderes absolutos em queixas nos EUA" e respondem por "42,8% das fraudes registradas, segundo o relatório anual do Centro de Reclamações de Fraudes na Internet (IFCC), órgão ligado ao FBI". O próprio Stelleo Tolda admite que "por trás de um monitor é muito fácil praticar fraudes". Em um classificado, o anúncio é pago com antecedência, por isso o jornal tem liberdade de publicar nome, telefone e endereço do vendedor, pois já recebeu pelo serviço. Os sites de leilões fazem os anúncios gratuitamnte. Só recebem quando a mercadoria é efetivamente vendida, por isso retêm os dados do vendedor e do comprador e até proíbem que estes disponibilizem quaisquers dados pessoais no site, pois estes são sua garantia de recebimento da comissão. A primeira coisa que um comprador faz após ler um classificado que o interessa é ligar para o vendedor e marcar um encontro para verificar a mercadoria, já que normalmente ambos moram na mesma cidade ou em cidades próximas. Só depois de ver a mercadoria, o comprador faz uma oferta. Num site de leilões isto nunca acontece. A primeira coisa que o comprador interessado faz é uma oferta. Só depois de aceita sua oferta é que saberá quem é o vendedor. Normalmente, o comprador também não vê o produto antes de pagar por ele, já que muitas vezes as partes envolvidas moram em cidades distantes. Um anúnico de jornal é estático. Toda a transação de venda é feita posteriormente entre as partes, fora do espaço do jornal. Um site de leilões é dinâmico. Boa parte da discussão sobre a venda é feita dentro do espaço do site. O que ocorre "do lado de fora" é apenas a parte final da venda, isto é a entrega do dinheiro e da mercadoria. Por tudo isto, é essencial que haja segurança nas transações e que os usuários confiem nos sites de leilões. Estes, por sua vez, comprometem-se a verificar se as informações fornecidas são verdadeiras. A responsabilidade de um site de leilões, portanto, é muito maior do que a de um jornal de classificados. |
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| Name: | Émerson de Almeida Fernandes Unregistered |
| E-mail: | emerson.mail@ibest.com.br |
| Date: | Sabado, 29 de Junho de 2002 |
| ip: | 200.151.202.218 |
| Comment | |
| Senhores,
Que lástima é assistir que as empresas brasileiras tentam de toda forma o lucro fácil sem assumir as responsabilidades. Vejam este caso: não se deram o trabalho de fazer cumprir o que eles mesmos estabeleceram como norma de condutas. Entretando, o que é pior é o brasileiro que, na maioria dos casos "deixa passar", e o seu direito, e de outros, são pisoteados dia-a-dia... Tenho certeza que o usuário do iBazar será vitorioso em sua demanda judicial, mas não deveria ser motivado apenas pelo vultuoso valor da perda, mas, principalmente, pela lesão ao seu direito. Não conhecia este sítio e fico muito feliz em existir este espaço para denúncias que muitas vezes ficam anônimas, aumentando as injustiças. Abraços, Émerson de Almeida Fernandes |
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