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Site "de segurança" é invadido

3/7/2002 - 23:55 Giordani Rodrigues

O site chamado Invasão, ironicamente, foi invadido na madrugada deste domingo. O site traz informações sobre segurança, em links com nomes sugestivos como "Quero Hackear", "Quero me proteger" ou "Verifique sua Segurança", mas serve principalmente para divulgação de cursos da Fuctura Informática, cuja página principal também foi desfigurada. Um dos cursos oferecidos é chamado de "Tecnologias Anti-Hackers". Os autores dos ataques identificaram-se por e2fsck e iplogd.

Os crackers mudaram os títulos dos dois sites para "Invasao.com.br agora é invadida.com.br" e "Fuctur@? Que belo futuro...". Além disso, fizeram pesadas críticas a Romulo Cholewa, instrutor do curso "Anti-Hackers", qualificando-o de "pilantra" e "falso consultor".

Ao que parece, e2fsck e iplogd já possuíam algum conhecimento sobre intrusão de redes, pagaram os R$ 200,00 cobrados pelo curso pensando em aprimorar-se e depois sentiram-se lesados, ao considerarem de baixa qualidade as informações. Classificando as técnicas ensinadas por Cholewa como "ultrapassadas e ineficazes", eles concluíram: "o investimento feito para obter uma boa base sobre segurança foi literalmente jogado no lixo".

Romulo Cholewa, por sua vez, publicou hoje uma página em seu site pessoal, tentando esclarecer o que houve. Ele diz que o ataque serviu apenas para demonstrar que o provedor Inter.Net, que faz a hospedagem dos sites, deixou seus servidores vulneráveis.

Em sua opinião, o ataque foi uma tentativa de manchar sua credibilidade e a da Fuctura, associando suas imagens à da Inter.Net. "Nem a Fuctura, nem eu, ou qualquer funcionário da Fuctura, possui qualquer relação com a Inter.Net, seja quanto à segurança ou qualquer outro fator, A NÃO SER COMO CLIENTE deste provedor", escreveu. A página continha ainda contestações, trecho por trecho, às acusações dos invasores, mas foi editada às 13h42, e tais contestações foram eliminadas.

No ano passado, Cholewa ocupou o cargo de diretor de operações do provedor PSINet na região Nordeste, até que a empresa fechasse suas portas no Brasil devido a prejuízos financeiros. Antes disso, parte da empresa já havia sido vendida para a Inter.Net.

O site Invasão pertence ao mesmo proprietário da Fuctura Informática, Diogenes Leão. Além da divulgação dos cursos, suas páginas também trazem notícias sobre segurança. Tais notícias costumavam limitar-se a links para informações publicadas por outros sites. Há cerca de um ano, porém, o Invasão passou a adotar práticas que violam os direitos autorais de terceiros: reproduzir sem autorização textos integrais de notícias, retirando os créditos originais.

Até o momento da publicação desta reportagem, o site ainda apresentava uma série de entrevistas com grupos hackers, produzidas no ano passado pelo Terra Informática e também por InfoGuerra. Não foi solicitada autorização para reprodução de nenhuma das entrevistas, e todos os créditos foram omitidos. Diogenes Leão chegou a ser contatado sobre o problema, mas não tomou nenhuma atitude efetiva.

Clique nos links abaixo para ver os espelhos dos ataques sofridos pelos sites:

Invasão

Fuctura


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Site "de segurança" é invadido

3/7/2002 - 23:55 Giordani Rodrigues

O site chamado Invasão, ironicamente, foi invadido na madrugada deste domingo. O site traz informações sobre segurança, em links com nomes sugestivos como "Quero Hackear", "Quero me proteger" ou "Verifique sua Segurança", mas serve principalmente para divulgação de cursos da Fuctura Informática, cuja página principal também foi desfigurada. Um dos cursos oferecidos é chamado de "Tecnologias Anti-Hackers". Os autores dos ataques identificaram-se por e2fsck e iplogd.

Os crackers mudaram os títulos dos dois sites para "Invasao.com.br agora é invadida.com.br" e "Fuctur@? Que belo futuro...". Além disso, fizeram pesadas críticas a Romulo Cholewa, instrutor do curso "Anti-Hackers", qualificando-o de "pilantra" e "falso consultor".

Ao que parece, e2fsck e iplogd já possuíam algum conhecimento sobre intrusão de redes, pagaram os R$ 200,00 cobrados pelo curso pensando em aprimorar-se e depois sentiram-se lesados, ao considerarem de baixa qualidade as informações. Classificando as técnicas ensinadas por Cholewa como "ultrapassadas e ineficazes", eles concluíram: "o investimento feito para obter uma boa base sobre segurança foi literalmente jogado no lixo".

Romulo Cholewa, por sua vez, publicou hoje uma página em seu site pessoal, tentando esclarecer o que houve. Ele diz que o ataque serviu apenas para demonstrar que o provedor Inter.Net, que faz a hospedagem dos sites, deixou seus servidores vulneráveis.

Em sua opinião, o ataque foi uma tentativa de manchar sua credibilidade e a da Fuctura, associando suas imagens à da Inter.Net. "Nem a Fuctura, nem eu, ou qualquer funcionário da Fuctura, possui qualquer relação com a Inter.Net, seja quanto à segurança ou qualquer outro fator, A NÃO SER COMO CLIENTE deste provedor", escreveu. A página continha ainda contestações, trecho por trecho, às acusações dos invasores, mas foi editada às 13h42, e tais contestações foram eliminadas.

No ano passado, Cholewa ocupou o cargo de diretor de operações do provedor PSINet na região Nordeste, até que a empresa fechasse suas portas no Brasil devido a prejuízos financeiros. Antes disso, parte da empresa já havia sido vendida para a Inter.Net.

O site Invasão pertence ao mesmo proprietário da Fuctura Informática, Diogenes Leão. Além da divulgação dos cursos, suas páginas também trazem notícias sobre segurança. Tais notícias costumavam limitar-se a links para informações publicadas por outros sites. Há cerca de um ano, porém, o Invasão passou a adotar práticas que violam os direitos autorais de terceiros: reproduzir sem autorização textos integrais de notícias, retirando os créditos originais.

Até o momento da publicação desta reportagem, o site ainda apresentava uma série de entrevistas com grupos hackers, produzidas no ano passado pelo Terra Informática e também por InfoGuerra. Não foi solicitada autorização para reprodução de nenhuma das entrevistas, e todos os créditos foram omitidos. Diogenes Leão chegou a ser contatado sobre o problema, mas não tomou nenhuma atitude efetiva.

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