Abril 2001
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Hacker chinês invade site da United Press International

30/4/2001 - 19:02 Giordani Rodrigues


Bandeira da China deixada no site da UPI.
Um hacker chinês, identificado por Peak, invadiu o site da United Press International (UPI), uma das maiores agências de notícias do mundo. O ataque foi registrado entre ontem e hoje, dependendo do horário do país que fez o registro. A página principal do site foi desfigurada. Em seu lugar foi colocada uma imagem da bandeira da China tremulando e palavras de ordem, em inglês e chinês, contra os Estados Unidos.

“Os Estados Unidos estarão totalmente com a responsabilidade pelo acidente”, escreveu o hacker, além de protestos contra a venda de armas americanas à Taiwan e um palavrão dirigido aos EUA. No final, ele deixa explícito que é chinês.

O acidente ao qual ele se refere foi a colisão de um avião espião americano com um caça chinês, ocorrido no início de abril, na China. O acidente provocou a morte do piloto chinês Wang Wei, o seqüestro da tripulação americana do avião e uma crise diplomática entre as duas nações.

Desde então, hackers dos dois lados têm-se empenhado em uma guerra de desfigurações de sites. No último dia 26, o National Infrastructure Protection Center (NIPC), que faz parte do FBI, publicou um alerta de que os ataques de hackers chineses tendem a aumentar de hoje até 7 de maio, período em que ocorrem importantes comemorações na República Popular da China.

Além de desfigurações, o NIPC citou ataques do tipo Distibuted Denial of Service (DDoS) a sites e servidores de e-mail nos EUA, e o envio de vírus de computador. Os ataques DDoS congestinam os sistemas por meio de maciças requisições de dados dos servidores.

O NIPC também relacionou o Lion, um worm de Linux recentemente descoberto, como já sendo uma conseqüência da ação de hackers chineses. O Lion rouba senhas dos sistemas infectados e as envia para endereços de e-mail na China.

Apesar da preocupação do governo americano, que aumentou a segurança de seus sistemas militares para o nível “Apha”, e das muitas desfigurações ocorridas nos últimos dias em sites de ambos os lados, alguns duvidam que uma verdadeira guerra cibernética esteja a caminho.

O site Vmyths.com, especializado em boatos sobre vírus, publicou um artigo classificando o alerta do FBI como histeria. “O FBI NIPC habitualmente dá um falso alarme quando um fanfarrão de 14 anos ‘discute publicamente’ seus planos diabólicos para destruir a Internet”, diz o artigo.

Além do site da UPI, o hacker Peak também desfigurou, no mesmo dia, o site da Associação Nacional das Sociedades Japão-América e o da cidade de Shoreview, no estado americano de Minnesota. Todos já voltaram ao normal. Para ver o espelho da invasão à UPI, registrado pelo Safemode, clique aqui.

Ontem, o grupo Silver Lords também atacou um site de outra empresa jornalística, nada menos do que a BBC. O endereço desfigurado (http://www.monitor.bbc.co.uk) serve de repositório de informações de mais de mil fontes noticiosas em mais de 140 países. O site está fora do ar neste momento. Para ver o espelho registrado por Alldas, clique aqui.

Leia também:
Hackers americanos e chineses estão em guerra


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Sesc publica alerta de que foi "hackeado"

28/4/2001 - 22:35 Giordani Rodrigues

Quem entrar agora no site do Sesc São Paulo irá ter uma surpresa. Em vez de informações sobre exposições, cursos e outras atividades da entidade, encontará um aviso de que a página foi invadida. A mensagem, no entanto, não foi deixada por hackers, mas pela própria equipe do Sesc. A informação foi enviada para InfoGuerra por um de seus leitores, que não se identificou.

“O SESC Online foi hackeado na última sexta-feira, dia 20 de abril. Por motivo do rigoroso sistema de segurança do Universo Online (provedor do site do SESC-SP) nossa máquina só volta ao ar na quarta-feira próxima, dia 2 de maio. Desculpe-nos o transtorno!”, diz o alerta na página principal do site.

É uma atitude rara e por isso mesmo louvável. Enquanto a maior parte das empresas, públicas ou privadas, tenta esconder da população a informação de que seus sites foram invadidos por hackers quando isso acontece, o Sesc alardeia o fato.

A atitude é também correta. Quanto mais a sociedade conhecer o nível de insegurança da Internet e o quanto grupos de piratas digitais podem explorá-la, mais se poderá fazer para evitar tais ataques e punir os responsáveis. Ao contrário, quanto mais se esconder as informações, mais a falsa sensação de segurança irá predominar.

O site do Sesc Online, conforme é revelado na nota, foi invadido no último dia 20. O responsável pelo ataque se autodenomina Genesy’s. Ele tem sido chamado de “hacker cristão”, “hacker de Deus”, ou “hacker de Cristo”, pois sempre deixa mensagens bíblicas em suas desfigurações. Para ver o espelho do ataque, registrado pelo site Alldas, clique aqui. Devido ao feriado, não foi possível fazer contato com os responsáveis pelo site, nem no Sesc, nem no Uol.

Leia também:

Hacker cristão invade site do McDonald's
Hacker cristão invade site do Banco Rural
Hacker cristão ataca na Páscoa
Itaú nega invasão de seu site
Hackers invadem site do banco Itaú


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Site da Microsoft é novamente invadido

27/4/2001 - 15:46 Giordani Rodrigues


Uma semana depois que o grupo hacker brasileiro Prime Suspectz desfigurou o site da Microsoft na Grécia, outros invasores, identificados por World of Hell (WoH), fizeram o mesmo, hoje. A página principal foi mudada por outra, contendo uma mensagem em inglês fazendo troça com a empresa.

“Ei, eu sei que isto é um ‘redefacement’ e eu respeito o Prime Suspectz por ter se apoderado (do site) antes. Eu apenas estou tomando posse porque eu queria ver se podia fazer isso. Diabos, eu nem posso digitar isso adequadamente e ainda posso invadir a Microsoft DEPOIS de ela já ter sido invadida”, dizia, aproximadamente, uma parte do texto.

Numa coisa o pirata tem razão: para uma companhia gigantesca como a Microsoft é vergonhoso não ter corrigido as brechas de segurança de um site seu invadido alguns dias antes, não importa em que parte do mundo esteja localizado. O mais irônico é que este site da Microsoft não utiliza um servidor da própria empresa, e sim um SCO, que roda sob o sistema Unix.

De acordo com o site Alldas, 138 desfigurações são atribuídas ao WoH. O grupo gosta de atacar multinacionais. Empresas como Mercedez-Benz, Cassio, Aiwa, Volvo, Toshiba, Epson, Xerox, Sony e Hyunday, de vários países, já estiveram em sua mira.

Nos últimos dias, invadiu alguns sites chineses, unindo-se a outros grupos americanos na guerra cibernética que hackers de ambas as nacionalidades estão travando entre si (leia matéria).

Até o momento do fechamento desta notícia, o endereço www.microsoft.com.gr permanecia alterado. Caso já tenha voltado ao normal, você poderá conferir o espelho capturado pelo site Safemode, especializado em registrar imagens de invasões. Clique aqui para vê-lo.

Leia também:
Hackers invadem sites da Microsoft


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Hacker cristão invade site do McDonald's

26/4/2001 - 21:20 Giordani Rodrigues

Os internautas tentados pelo pecado da gula que visitassem o site do McDonald’s do Brasil, ontem, poderiam encontrar, para sua surpresa, um texto falando sobre o penetrante olhar de Deus. O site foi invadido por Genesy’s, o “hacker cristão”, como ele tem sido chamado, pois sempre deixa citações bíblicas em suas desfigurações.

“Enquanto o Senhor, com seu olhar penetrante, se volta para julgar os pecadores obstinados, incapazes de se converterem por causa da dureza de seus corações, olha com misericórdia para os humildes e contritos de coração”, dizia um trecho da mensagem. O espelho, registrado pelo site Attrition, pode ser visto aqui.

Genesy’s apareceu em cena na Páscoa. De lá para cá já foram registradas mais de 30 invasões suas, todas explorando vulnerabilidades em servidores Microsoft IIS. Sites importantes já foram atacados, como Unimed, Banco Rural, Sesc, Brasil Telecom e outros.

Pelo menos ele não deixa seu e-mail como forma de induzir os adminstradores a contratarem seus serviços para corrigir as falhas dos sistemas, e normalmente pede desculpas pela invasão. Seu método de pregar a palavra de Deus, no entanto, é no mínimo controverso. No princípio era o Verbo, agora é o "defacement".

Ontem, o grupo Silver Lords também teve um “Mc Dia Feliz”, ao invadir o site do McDonald’s do Chile. Os hackers deixaram uma figura estilizada de um guerrilheiro mascarado na página principal, e um pedido de libertação da região de Caxemira, disputada entre a Índia e o Paquistão.

Apesar dos rumores de que o grupo foi rompido (leia matéria), invasões creditadas ao Silver Lords continuam sendo registradas com constância. Aparentemente, dois de seus integrantes estão usando o nome do clã, à revelia de seu líder, um adolescente brasileiro de apenas 14 anos que usa o pseudônimo de Lord Choo3s.

Hoje, o grupo já invadiu vários sites, ente os quais alguns de alto perfil. Fazem parte da lista três endereços — na China, Oriente Médio e Taiwan — da Acer, um dos maiores fabricantes de PCs do mundo, e o site corporativo da Samsung Digital. Os ataques foram semelhantes ao do McDonald’s chileno e suas imagens podem ser vistas aqui.

Leia também:
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Hackers atacam fundação brasileira de defesa da privacidade

26/4/2001 - 17:32 Giordani Rodrigues

Na madrugada de hoje, hackers de um grupo recém-formado chamado Perfect.br invadiram o site da Fundação Carlos Alberto Vanzolini. Criada no ano passado, a entidade tornou-se a principal certificadora de políticas de privacidade em sites nacionais.

Os hackers modificaram a página principal, colocando em seu lugar a figura de um desenho japonês, do tipo mangá, e a frase “people.. remember this? Well... I do” (algo como, “pessoal, lembra disso? Bem...eu sim”). O site já foi restabelecido.

A Fundação Vanzolini tem um trabalho parecido com o de outras organizações internacionais, como a americana TRUSTe. Um site que deseja ser conhecido pelo respeito aos seus usuários deve implantar uma clara política de privacidade e torná-la pública.

A partir disso, o cumprimento dessa política poderá ser auditada pela Fundação Vanzolini, que recebe por seus serviços e fornece um certificado de que o site está cumprindo as normas de privacidade por ele publicadas. Grandes bancos, como Itaú e ABN Amro Bank, já estão associados à fundação como patrocinadores.

InfoGuerra fez contato com a Fundação Vanzolini, mas até o fechamento desta matéria ainda não havia recebido esclarecimentos sobre a invasão. Veja o espelho aqui.

Um dos integrantes do Perfect.br que assinou o “defacement”, como é chamada, em inglês, a desfiguração de sites, foi ScorpionKTX. Ele era integrante do grupo Silver Lords, composto basicamente de brasileiros, e sempre teve o hábito de colocar figuras de mangás em seus ataques.

O fato de ele ter-se associado a um outro grupo, além de ter mandado saudações a f0ul e Choo3s na página da fundação, dizendo que estes são ex-Silver Lords, confirma os rumores de que o grupo foi desmantelado.

O Silver Lords é o mais ativo clã de desfiguradores do mundo, de acordo com as estatísticas do site Alldas. Em sua conta, já foram creditadas quase 800 invasões. O nome do grupo continua aparecendo em vários defacements, mas diz-se que os responsáveis por eles são apenas dois dos integrantes remanescentes, Mirinda e Macwiz.

O desmantelamento de um grupo tão ativo poderia ser motivo para comemorações, mas deve-se encarar o fato por outro lado. Os seus vários e experientes ex-integrantes certamente formarão outros grupos, aumentando ainda mais o número dos que já existem no Brasil, campeão absoluto de desfigurações de sites.

Prova disso é o próprio Perfect.br. Além da Fundação Vanzolini, a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) também foi atacada nesta madrugada. O resultado da invasão pode ser conferido no conhecido site Safemode, que passou alguns meses “parado” por problemas em seus servidores e agora voltou à ativa. Clique aqui para ver o espelho.


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Hackers americanos e chineses estão em guerra

26/4/2001 - 0:45 Giordani Rodrigues


Imagem deixada em sites chineses invadidos.
A crise política desencadeada pela queda de um avião espião americano em território chinês já amainou, mas suas conseqüências no ciberespaço continuam bastante visíveis. Grupos hackers dos dois países estão em luta aberta, desfigurando sites ou preparando ataques em massa.

Nos Estados Unidos, o grupo PoizonB0x e o jovem Pr0phet se destacam. Nos últimos dias, eles se dedicaram a desfigurar sistematicamente centenas de páginas na China e em Taiwan.

O site Alldas registrou a primeira invasão do PoizonB0x há pouco mais de um mês, mas o grupo atacou tantos sites chineses nos últimos dias que já passou para o segundo lugar nas estatísticas, posição antes ocupada pelos brasileiros do Prime Suspectz. Os números dão conta de mais de 500 desfigurações atribuídas ao PoizonB0x.


As invasões do grupo, que antes se limitavam a uma imagem com seu nome nos sites, passaram a ter cunho político. Uma bandeira da China com a frase “PoizonB0x against China’s servers” (PoizonB0x contra servidores da China) foi posta em várias páginas daquele país.

O Pr0phet vai mais longe, apesar de ser responsável por um número bem menor de ataques. Em suas últimas desfigurações, deixou a imagem de uma bomba atômica em explosão. Há poucos dias, ele invadiu o site do Observatório Meteorológico de Shen Zhen e escreveu uma mensagem dirigida à mídia dizendo que não era um ativista político.

Apesar disso, a mensagem começava da seguinte forma: “China — você está sendo possuída de uma forma séria (...) sua ameaça de nos fazer de bobos tem sido completamente esmagada. Não mexa com os garotos dos Estados Unidos”. Confira.

Os hackers chineses não deixam por menos. Apesar de suas desfigurações terem sido pouco registradas, eles garantem que muitos sites americanos foram atacados e acreditam que tais informações estejam sendo abafadas. Mesmo assim é possível ver algumas delas.

O site www.iplexmarin.com, que serve como fórum de artistas em Marin, na Califórnia, foi invadido no dia 10 de abril e permanece assim até hoje. Os hackers colocaram frases em inglês e em seu próprio idioma, fotos do piloto Wang Wei, morto na colisão entre o avião americano e o caça chinês, e o hino de seu país.

“Como somos chineses, amamos profundamente nossa terra natal e seu povo. Estamos muito indignados com a intrusão do imperialismo. A única coisa que podemos dizer é que, quando necessário, estaremos prontos para devotar tudo à nossa terra natal, incluindo até mesmo nossas vidas”, dizia uma das frases (abra o código-fonte da página). O espelho da invasão pode ser visto aqui.

Os hackers chineses não se contentam em apenas desfigurar sites. Seu patriotismo os tem levado a planejar ataques com envio de vírus. Especula-se que os recentes worms para Linux — Lion e Adore — já sejam uma conseqüência da crise entre os dois países. O Lion foi criado por um chinês e o Adore envia informações dos sites invadidos para dois servidores na China. Outros exemplos desse tipo são esperados.

Está sendo planejado um ataque cibernético em massa aos Estados Unidos, com início no próximo dia 1º de maio, estendendo-se até o dia 7. O chamado "Ataque Laodong Jie Wuy” é em homenagem ao Dia Internacional do Trabalho.

No dia 4, “Qingnian Jie” (Dia da Juventude), espera-se um incremento na ofensiva. Nessa data, comemora-se na China a manifestação estudantil contra o Japão, ocorrida ao final da Primeira Guerra Mundial, em 4 de maio de 1919, na Praça Tiananmen.

No meio do fogo cruzado encontra-se Taiwan, atacado tanto por chineses quanto por americanos. Os primeiros, por motivos óbvios, já que Taiwan é um dissidente do regime comunista chinês. Quanto aos americanos, os ataques acontecem por simples ignorância.

As semelhanças físicas entre os povos dos dois países é suficiente para justificar as invasões. No dia 9 de abril, o site de uma instituição de ensino em Taiwan foi desfigurado por um americano que ironizou o conflito gerado com o acidente aéreo.

Em uma página com o título “queremos nosso povo de volta”, ele pôs fotos referentes à crise e escreveu: “Sim, sim, eu sei que este site não está na China, mas está muito perto. Ahh, todos eles têm a mesma aparência, de qualquer forma”. Attrition registrou a desfiguração. Veja o espelho aqui.


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     Boatos

Falso vírus induz usuário a apagar arquivo do Windows

25/4/2001 - 16:47 Giordani Rodrigues

Colaborou enviando o e-mail para análise Monica Ferrero, de São Paulo.

Um e-mail contendo uma falsa notícia de vírus que está circulando pela Internet é um exemplo perfeito da histeria a que as pessoas podem chegar por acreditar em tudo que lêem. Ao contrário de inocentes correntes, a mensagem leva o usuário a crer que o arquivo “SULFNBK.EXE” é um vírus, quando na verdade é um arquivo de sistema do Windows.

O texto do e-mail orienta as pessoas a encontrarem o arquivo utilizando o comando “localizar” do Windows. Em algumas versões, o usuário irá encontrá-lo e, assustado, provavelmente irá apagá-lo. A assessoria de imprensa da Microsoft confirmou que se trata de um boato.

A mensagem, como é de costume nesses casos, diz que a informação partiu de lugares sérios como a Receita Federal ou grandes empresas. O pior é que tem gente especializada que trabalha em grandes repartições e companhias apagando o arquivo.

InfoGuerra fez contato com uma das vítimas do boato, Vera Lúcia Neves, ex-diretora do departamento de taquigrafia da Assembléia Legislativa de São Paulo. Ela conta uma história tragicômica:

“Recebi esse e-mail e entrei em contato com um funcionário do departamento de informática da Assembléia Legislativa. Ele disse que iria verificar. No dia seguinte, eu recebi um e-mail de minha filha, que trabalha numa multinacional. Ela dizia que o técnico de informática da empresa falou para apagar aquela ‘bomba’, mesmo que o sistema avisasse que era um ‘arquivo de instalação’ do Windows.”

“Apaguei e avisei o funcionário da Assembléia. Ele me disse que já tinha deletado o arquivo de todos os computadores do departamento de informática. Depois eu descobri que era boato, reinstalei o arquivo, que estava na lixeira, e tentei avisar o rapaz, mas ele não fez mais contato comigo”.

Segundo a assessoria da Microsoft, o arquivo Sulfnbk.exe serve para reconhecer nomes extensos de arquivos, isto é, com mais de oito letras. Por exemplo, se você tem uma foto com o nome “araraquara.jpg” em seu computador, mas acreditar no boato e deletar o arquivo, o sistema irá apresentar a foto com o nome de “araraq~1.jpg”. Para reverter a situação, basta reinstalar o arquivo deletado a partir do CD de instalação do Windows.

A Symantec, produtora do Norton Antivírus, confirmou que não há nenhum vírus com tal nome. Mais: a empresa até já catalogou a mensagem como “hoax” (boato) e publicou um alerta em seu site, orientando quem receber o e-mail a simplesmente ignorá-lo e não passá-lo adiante. Clique aqui para ler o alerta, que reproduz o texto em português e informa que a história surgiu no Brasil.


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     Noticias

Vírus Chernobyl ataca nesta quinta-feira

24/4/2001 - 22:52 Giordani Rodrigues


Chen Ing-Hau, autor do vírus Chernobyl, foi preso no ano passado.
Empresas antivírus como Panda Software e sites de segurança como Security Portal estão alertando as pessoas para tomarem cuidado com o vírus Chernobyl. Ele ataca na próxima quinta-feira, 26 de abril, dia do aniversário do acidente nuclear ocorrido em 1986 na usina de Chernobyl, na Ucrânia, daí seu nome.

O Chernobyl é a versão mais disseminada do vírus W95/CIH, que apareceu pela primeira vez em junho de 1998. Mesmo com quase três anos desde seu descobrimento e com todos os programas antivírus sendo capazes de detectá-lo, o vírus tem feito muitas vítimas e continua entre os mais ativos do mundo. Isto porque ele permanece latente no computador, só atacando em uma data específica.

Quando ativado, toma o lugar de arquivos executáveis residentes na memória de computadores que utilizam Windows 95 ou 98. A partir daí, ele tenta infectar todos os arquivos executáveis da máquina.

O vírus também inutiliza a memória Flash de placas-mãe com processadores Pentium Intel baseados em chips 430TX. Isto significa que o PC simplesmente não poderá ser iniciado. Como se não bastasse, ele apaga todos os dados do disco rígido, sobrescrevendo as informações.

CIH são as iniciais do nome do criador do vírus, o chinês Chen Ing-Hau. Ele produziu sua "obra" entre maio e junho de 1998, quando era estudante do Instituto de Tecnologia de Tatung. Em setembro do ano passado, foi preso em Taiwan.

Atualmente, o vírus possui várias versões, que atacam em datas diferentes. A versão CIH v1.3; é ativada em 26 de junho e a CIH v1.4; no dia 26 de qualquer mês. A versão Chernobyl, que ataca na quinta-feira, é a que tem causado mais estragos.

Apesar dos alertas, a CBL, especializada em recuperação de dados, está otimista. A empresa acha que a quantidade de computadores infectados pelo vírus este ano será menor do que no ano passado. Mesmo assim, não custa atualizar seu programa antivírus e fazer uma checagem diária no PC para evitar dores de cabeça.

Leia também:
Preso autor do vírus Chernobyl


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     Boatos

Golpe da clonagem de telefones é boato

24/4/2001 - 19:35 Giordani Rodrigues

Colaborou enviando o e-mail para análise Monica Ferrero, de São Paulo.

Está circulando pela Internet um e-mail falando de um suposto golpe aplicado aos assinantes de linhas telefônicas. De acordo com a mensagem, quando o usuário aperta as teclas “90#” em seu aparelho, após contato de alguém que se faz passar por funcionário da companhia telefônica, a linha passa a ser partilhada por outras pessoas, ou seja, é clonada. A informação, no entanto, não passa de mais um boato eletrônico.

O texto do e-mail diz que a Telemar confirma que o golpe é real, mas isso é outra mentira. “Correntes” desse tipo costumam citar nomes de grandes empresas para dar credibilidade às histórias. InfoGuerra entrou em contato com a Telemar e recebeu a informação de que não há a menor possiblidade de que um procedimento como o descrito seja capaz de clonar uma linha telefônica.

De acordo com a empresa, esta história já havia circulado vários meses atrás. Na ocasião, foram feitos testes exaustivos, comprovando-se que ela é desprovida de fundamentos.

O boato voltou a circular com força agora, mas realmente não é novo. Existe há pelo menos três anos e já foi catalogado pelo caçador de hoaxes — como também é chamado este tipo de trote eletrônico —, o escritor americano David Emery. Ele possui uma página na Internet com análises de milhares de hoaxes e lendas urbanas. Clique aqui para ler sua descrição sobre o "golpe do 90#".

O boato da clonagem de telefones chega a forjar que o e-mail foi escrito por dois funcionários da Telemar. Um deles, Davidson Paes de Azevedo, lotado na unidade de Campos, no Rio de Janeiro, concordou em dar uma entrevista à InfoGuerra, justamente porque está tendo vários problemas depois que a mensagem voltou a circular.

Ele disse que tem recebido ligações de pessoas de várias partes do Brasil perguntando sobre a veracidade da história. “Fui envolvido numa situação extremamente desagradável. Eu nunca usaria o nome da Telemar para espalhar uma história dessas, mesmo porque não é verdadeira e eu poderia sofrer sérias sanções da empresa, até mesmo ser despedido” .

Davidson, cujo nome completo, endereço de e-mail e telefone comercial constam da mensagem, não sabe como seus dados foram parar na Internet. "Provavelmente foram conseguidos em alguma lista de spam", arrisca. Para evitar problemas futuros, ele já pediu para que a Telemar altere seu e-mail.

A mensagem termina com o indefectível pedido que caracteriza as correntes: repassar o boato a todos os conhecidos. Esta é a principal forma de disseminação de mentiras na Internet.

A melhor maneira de evitar este tipo de situação continua sendo não participar de correntes de qualquer natureza. Não envie mensagens cuja veracidade você desconhece, mesmo que tenham vindo de algum amigo. Ele também pode ter sido enganado.

Veja, abaixo, uma cópia do e-mail (os erros gramaticais não foram corrigidos):

Este é um serviço de informação de alerta para todos os usuários da Internet, prestem bastante atenção no que vem a seguir:

No inicio eu achei que fosse mais um SPAM. Liguei para o n.º 104 do Suporte da Telemar e me confirmaram como sendo verídico. Portanto: É VERÍDICO.

Todos devem ficar alertas para um golpe telefônico que está sendo aplicado em diversas regiões do Pais. Ligam para a sua casa, empresa ou até celular, dizendo que é do Departamento Técnico da empresa telefônica local, ou da empresa que trabalha para a mesma. Perguntam se seu telefone dispõe de Serviço de Discagem por "Tom". Com a desculpa que necessitam testar, lhe pedem para discar "90#". Uma vez executada esta operação, a pessoa informa que não há nenhum problema com seu telefone, agradece a colaboração e desliga.
Quando terminado o procedimento acima, você acaba de habilitar sua linha telefônica como receptora a quem lhe chamou anteriormente, isso em linguagem popular chama-se CLONAGEM, ou seja, uma copia fiel de alguma coisa, neste caso, DE SUA LINHA TELEFÔNICA.

Dai em diante, todas as ligações feitas por aquela pessoa que lhe chamou inicialmente, serão debitadas EM SUA CONTA DE TELEFONE. Até o momento as companhias telefônicas NÃO SABEM como parar, detectar ou evitar esta fraude. Por isso, é importante que essa informação SEJA PASSADA para TODOS: vizinhos, parentes, amigos, listas na Internet ao qual você pertence, enfim, qualquer lugar onde ela possa ser vista.

FIQUE ATENTO E COLABORE DIVULGANDO ESTE E-MAIL A TODOS QUE VOCÊ PUDER!


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Hacker brasileiro invade site da Unicef

24/4/2001 - 14:35 Giordani Rodrigues


O brasileiro que utiliza o pseudônimo de ReFLuX invadiu e desfigurou, na madrugada de hoje, o site italiano do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). No lugar de informações sobre obras sociais da organização e pedidos de doação, o visitante do site encontrou a figura de um “diabinho” com auréola e algumas frases em inglês.

“The gent who wakes up and finds himself a success hasn't been asleep" (O cavalheiro que acorda e se acha bem-sucedido, não esteve adormecido), dizia uma delas. A frase é uma citação do dramaturgo americano Wilson Mizner, cujas peças fizeram algum sucesso no começo do século 20.

ReFLux também escreveu coisas como “a Unicef é legal...a Unicef está morta”, além de fazer considerações metafísicas. “O que acontece com seus arquivos quando você morre?”, perguntou. Ele tem o hábito de se referir a assuntos como discos voadores e temas surrealistas, além de freqüentemente escrever “I kill me” (eu me mato) em suas desfigurações.

ReFLuX invadiu vários sites no começo do ano, algumas vezes em companhia de “asouza”, dizendo que estava desempregado e pedindo trabalho. Pelo jeito ele conseguiu, pois os pedidos cessaram. De acordo com o site Alldas, ReFLuX é responsável por 53 desfigurações até agora. Entre os sites atacados estão os da Secretaria de Comunicação Social do Distrito Federal, McDonald’s da Colômbia, Canon da Nova Zelândia e Olivetti da Rússia.

O espelho da invasão ao site da Unicef, pode ser visto aqui.

Leia também:
Hacker brasileiro pede emprego em site do consulado do Peru


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LSD compromete segurança de sistemas

23/4/2001 - 20:34 Giordani Rodrigues


Desafio aos hackers durou apenas um dia
Menos de 24 horas depois que a Argus lançou, na última sexta-feira, seu desafio para que hackers invadissem um servidor especialmente preparado para tal, um grupo polonês chamado LSD (Last Stage of Delirium) conseguiu quebrar a segurança do sistema.

Composto por quatro integrantes — Michal, Sergiusz, Adam e Thomasz — o grupo explorou uma vulnerabilidade dos sistemas operacionais que se utilizam dos chips Intel x86 e irão receber o prêmio de US$ 50 mil por causa disso.

O feito do LSD traz duas conseqüências: a exposição da vulnerabilidade — nunca antes explorada — e a confirmação de que não há um sistema completamente protegido. “A segurança dos sistemas operacionais é absolutamente obrigatória no ambiente atual. Os usuários não podem sequer sonhar em proteger seus sites sem a imediata e apropriada consideração da segurança do sistema operacional”, alerta o comunicado da Argus.

Os hackers usaram a falha de segurança para criar uma brecha no núcleo do sistema Solaris x86, que estava rodando nos sites criados especificamente para o desafio. A vulnerabilidade pode afetar outros sistemas que utilizam a arquitetura Intel x86 e ainda não se conhece correção para ela.

Os sites estavam protegidos pelo software PitBull, de fabricação da Argus. A empresa faz questão de frisar que a falha não ocorreu em seu programa e sim no sistema operacional. Por isso, garante que seus usuários estão protegidos e não precisam fazer nenhuma atualização no produto.

A empresa também rebate as críticas que recebe por este tipo de concurso. “Embora nossas motivações sejam freqüentemente mal interpretadas e criticadas, insistimos que a coragem em expor nossos produtos ao gênio coletivo da comunidade hacker tem sido um serviço público”.

Para ler o comunicado oficial da empresa (em inglês), com mais detalhes sobre a façanha dos hackers, clique aqui.

Leia também:
Empresa desafia hackers a invadirem seu sistema


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Vírus dirigido a pedófilos formata o disco rígido

23/4/2001 - 19:45 Giordani Rodrigues

Os pedófilos da Internet agora têm de se preocupar com algo a mais além da polícia. Aparentemente, alguém resolveu puni-los, criando um vírus disfarçado de um programa para se conectar a sites com imagens eróticas de crianças e adolescentes. Trata-se do VBS.Zeichen.A, descoberto no dia 20 pela Symantec.

Escrito em Visual Basic Script, o vírus chega com uma mensagem em alemão que, traduzida, diz mais ou menos o seguinte: “Para chegar ao prazer de encontrar URLs com pré-adoslescentes verdadeiramente boas (ou bons), simplesmente dê um duplo clique neste arquivo. As URLs são codificadas, portanto nenhuma outra pessoa pode ver sobre o que se trata”.

Quando executado, o vírus adiciona comandos maléficos ao arquivo Autoexec.bat e reinicia o Windows. Depois que o computador é reiniciado, aparece a seguinte mensagem, em modo DOS:

VBS/W98.pedo1.HDFK.V2
{{{ The only Warning from {{{ ^_int21h_^ }}} Never touch Kid's }}}

(O único aviso de {{{ ^_int221h_^ }}} Nunca toque em crianças)

A partir desse momento, os comandos dão início à formatação dos drives C e D, sem nenhum tipo de aviso prévio. Também não é possível reverter o processo. O Zeichen.A pode atacar os sistemas operacionais Windows 95, 98 e ME.

O fato de a mensagem estar em alemão reduz o poder de disseminação da praga. A Symantec, considera o Zeichen.A como de baixo risco.


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Lançado quarto capítulo de Lila

22/4/2001 - 22:38 Redação InfoGuerra


InfoGuerra publicou hoje o quarto capítulo da novela hacker Lila. A trama da história está cada vez mais emocionante. Agora Lila se envolveu com um grupo de exploradores de esgotos, os chamados “drainers”, e descobriu semelhanças inusitadas entre tal atividade e o ato de invadir sistemas.

Ela também ganhou um rosto (veja figura acima), criado pelo publicitário Rui Fontoura. Estamos preparando novas surpresas para o público, que incluem recursos de interatividade com os leitores e animações em Flash. Lila tem feito bastante sucesso. Os textos da novela estão entre os mais acessados do site e ela já conta com fãs dedicados, que escrevem pedindo que se apresse a publicação de novos capítulos.

Também criamos condições especiais para sites e empresas que estejam interessados em publicar a história. Se for este o seu caso, escreva para comercial@inforguerra.com.br.

A novela Lila passou a fazer parte da seção “Livros” de InfoGuerra, que pode ser acessada pelo menu principal do site, ou clicando diretamente aqui.


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     Lila

LILA - Capítulo 4

22/4/2001 - 18:03 Rodrigo Sais

Para ler outros capítulos, clique nos links abaixo:

Capítulo 1

Capítulo 2

Capítulo 3


Lila voltou da casa de Shira disposta a saber mais sobre o que eles iriam fazer no dia seguinte. Espeleologia Urbana era um nome muito esquisito. Ela ficou mais preocupada quando tentou acessar o site que Shira tinha indicado sobre o assunto: www.infiltration.org.
O site tinha sido tirado do ar; aparentemente, algum problema com os longos braços da lei, ou com advogados que, em vez de gastar seu tempo lavando os colarinhos das camisas ficavam procurando motivos para processar qualquer gurizinho inocente.
Lil@ suspirou. Aparentemente, toda sua vida estava girando em torno de atividades ilegais. Nessas horas dava graças por ainda ser menor de idade. Uma busca por “urban speleology” acabou levando Lil@ ao site que ela queria:



No começo, Lil@ ficou embasbacada. Então era por isso que Shira entrava no elevador às vezes todo sujo e fedido! “Que idéia de jerico... como é que tem gente que faz isso?”, perguntou-se, enquanto tamborilava os dedos na sua mesa. Mas a curiosidade fez com que ela continuasse a explorar a página, e algo foi despertando seu interesse...

Espeleologia urbana é o nome dado para a exploração do subterrâneo das cidades. Assim como as pessoas que exploram cavernas, os exploradores urbanos, ou drainers, dedicam grande parte do seu tempo a fazer excursões em encanamentos, esgotos, túneis e construções subterrâneas abandonadas. Para os amantes deste hobby, há mais coisas sob os nossos pés do que supõe a nossa vã filosofia — além da fauna que vai de morcegos e ratos até todo tipo de insetos estranhos, existe a possibilidade de se encontrar todo tipo de objetos e maquinaria abandonada pelo homem.
A espeleologia é considerada ilegal na maioria das cidades — e é por isso que freqüentemente nos deparamos com pesadas tampas de bueiro com travas. Além disso, pode ser uma atividade duplamente perigosa — além dos possíveis encontros com homens da lei e cidadãos mal-intencionados, muitas tubulações são escorregadias e as escadas e apoios podem estar enferrujados.


“Com certeza, a chance de encontrar alguém passando pra te ajudar se você torcer o pé num esgoto é muito pequena”, pensou Lila, enquanto prosseguia na exploração pelo site.

O site continuava a descrição de vários procedimentos de segurança para as incursões ao subterrâneo, e dava dicas de como achar os melhores lugares, os melhores horários para a prática, etc. Algo foi se atiçando no inconsciente de Lil@ — havia mais semelhanças entre a espeleologia urbana e a arte hacker do que ela conseguia perceber. Entrar furtivamente em um lugar proibido, arriscando o próprio pescoço no processo, apenas para saber o que há lá dentro... Explorar, deixar sua marca, e encontrar outras pessoas com interesses similares...

Longas horas depois, Lil@ havia se decidido. Iria praticar a tal da espeleologia no dia seguinte.

***

Quando Lila entrou no apartamento de Shira, na tarde do dia seguinte, foi recebida com dois olhares de aprovação.

O primeiro era de Shira, que viu que ela havia se preparado decentemente para a aventura: ela vestia uma calça jeans, uma jaqueta leve de nylon, joelheiras e carregava uma mochilinha nas costas. Seus cabelos curtos estavam presos com um elástico, e estava sem os costumeiros 8 brincos e o piercing no nariz.

O segundo olhar foi de Ademar, ou Demas, como era chamado pelos amigos. Demas obviamente havia se interessado pela garota que viu: pele bem branca, cabelos levemente cacheados pintados de um vermelho vivo, e um corpo que, se não era exatamente malhado, não fazia feio. Apesar de não se exercitar, a dieta de Lila era pouco calórica — como não cozinhava, comia muito pouco.

Shira foi o primeiro a falar:

— “Olha só! Quer dizer que veio toda preparada então, Lila? Nós só estamos esperando o Fino, e já vamos sair. Esse aqui é o Demas, e ele já foi em uns dois passeios nossos.”

— “Tudo bem?” — perguntou Lila.

Demas limitou-se a balançar a cabeça, e continuou com o olhar fixo em Lila, fato que a deixou deveras sem jeito. Demas era um cara atarracado — um pouco mais baixo que Lila, mas forte, ou gordo, ou uma mistura dos dois. Tinha um permanente sorriso no rosto que parecia mais um arreganhar de dentes, e suas sobrancelhas arqueadas cobrindo os olhos pequenos davam um certo ar malvado a ele. Num primeiro olhar, Lila considerou ele tão simpático quanto uma cobra com polainas. Como Demas não se animava a falar nada, Lila tentou disfarçar seu constrangimento.

— “E esse Fino demora muito, Shira? Aliás, pra onde é que a gente vai, e vamos fazer exatamente o quê?”

Shira, sentindo o clima pesado na sala, desatou a falar, o que não era o seu costume. Explicou que Fino era mais ou menos o líder do grupo, pois já praticava espeleologia urbana há mais de dois anos, e que ele devia chegar um pouco atrasado, como sempre. Fino havia adiantado que tinha uma surpresa — ele havia descoberto um “tubo duplo limpo” no Passeio Público (um parque na zona central da cidade). Shira contou a novidade como se Fino tivesse descoberto a cura pro câncer, e estava visivelmente excitado para a excursão daquela tarde.

Ao ouvir a expressão “tubo limpo” Lila começou a lembrar-se de suas pesquisas no site do Cave Clan, e a terminologia bizarra que eles utilizavam. “Tubo Limpo” poderia ser tanto um encanamento de esgoto que havia sido desativado (e com sorte não deixava resquício dos odores das substâncias que outrora transitavam por ali) ou poderia ser um encanamento genérico que nunca havia sido explorado antes. Como era um “duplo limpo”, Lila imaginou que se tratava das duas hipóteses simultaneamente.

Era estranho como tanto hackers como os drainers tinham seu vocabulário próprio. Talvez fosse uma maneira de demarcar os limites de seus grupos sociais — talvez fosse só uma maneira mais simples de explicar conceitos difíceis. Um outro exemplo das gírias viria de Shira.


— “Acho que o Fino é o maior tatu cheirador desta cidade!” exclamou Shira, quase aos berros.

— “Heh... mais do que a gente imagina!” completou Demas, com um sorriso sarcástico.

Lila supôs que tatu cheirador era um drainer que tinha facilidade para encontrar novos lugares para explorar, mas não tinha muita certeza. Shira continuou a enaltecer as qualidades de Fino, e pela ênfase dada por Shira, começou a imaginá-lo como algum tipo de super-herói, capaz de abrir qualquer fechadura e entrar em qualquer lugar que desejasse. Minutos depois, a porta do apartamento se abriu.

— “E aí, geral, vamos nessa que eu já tô na pira de dechavar aquele tubo. Ei, quem é a gata?”

Lila voltou-se para o intruso, e não conseguiu disfarçar seu espanto. Um moleque de 13 anos, baixo e magro como um etíope e mal coberto por uns farrapos que já haviam sido roupas olhava para ela. Forçando a memória, Lila imaginava já tê-lo visto pedindo trocados em um cruzamento no centro da cidade. Boquiaberta, Lila refletiu sobre a figura que via à sua frente.

“Meu Deus! Então ISSO é um Fino?”

***

No próximo episódio: sexo sujo no underground.

Para ler outros capítulos, clique nos links abaixo:

Capítulo 1

Capítulo 2

Capítulo 3

Rodrigo Sais, o Groo, é jornalista. Esta é uma peça de ficção. Qualquer semelhança com fatos envolvendo pessoas ou empresas reais terá sido mera coincidência.


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LILA

22/4/2001 - 0:00 Rodrigo Sais



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Empresa desafia hackers a invadirem seu sistema

20/4/2001 - 19:10 Giordani Rodrigues


Hackers do mundo inteiro terão, a partir de hoje até o dia 25 de abril, a oportunidade de fazer aquilo de que mais gostam: invadir sistemas sem ser perturbados. E ainda poderão ganhar um bom dinheiro por isso. A Argus Systems, empresa especializada em segurança de sistemas, acaba de lançar o desafio para que hackers invadam um servidor especialmente preparado para a competição. Quem conseguir, leva US$ 50 mil.

Batizado de UK Challenge Game, o concurso dará o prêmio ao primeiro que modificar a página de um site protegido pelo software PitBull, de fabricação da empresa, rodando sob o sistema Solaris 7. Para tornar o desafio mais realístico, foram criadas duas empresas fictícias, xType Moto-Rockets e xCursion Adventure Travel.

Para ser considerado vencedor, além de desfigurar os sites de qualquer uma dessas empresas, o invasor deverá ser o primeiro a notificar a Argus. O hacker também precisa provar suas capacidades, escrevendo um relatório detalhado de como conseguiu invadir os sistemas, de tal forma que a experiência possa ser reproduzida por outras pessoas.

A empresa deixa claro que o concurso não é dirigido a script kiddies, e sim a “hackers de verdade”. “Se o seu melhor esforço consiste em baixar scripts para interromper serviços dos servidores alvos, negando assim tentativas sérias de atividade ‘hacking’, por favor, vá a outro lugar”, diz o texto das regras.

Uma característica que deve desagradar os concorrentes, é que, para receber o dinheiro, o vencedor deverá fornecer nome, endereço, telefone e e-mail.

A Argus é a empresa que lançou um desafio semelhante há pouco tempo, o Open Hack III. Segundo a companhia, o desafio não teve vencedores. Uma nota sobre o UK Challenge Game está sendo distribuída hoje pelo boletim Oxygen3, da Panda Software e as regras completas podem ser vistas no endereço http://www.argus-systems.com/events/infosec/#Rules.

Atualização (21/04/2001 - 17h36): Quem entrar hoje na página contendo as regras do jogo, irá perceber que a Argus retirou a informação sobre o IP do sistema a ser invadido. Um hacker alega já ter conseguido comprometê-lo e a empresa está analisando seu relato, por isso o servidor foi posto fora do ar. Os interessados em acompanhar o andamento do concurso devem clicar em http://www.argus-systems.com/events/infosec/status.shtml.

Atualização 2 (23/04/2001 - 20h15): A Argus confirmou, hoje, a invasão dos sites. Para ler a notícia, clique aqui.


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Hackers invadem sites da Microsoft

20/4/2001 - 4:44 Giordani Rodrigues


Um hacker (ou um grupo deles) invadiu o site da Microsoft da Bélgica, desfigurando a página principal, na tarde de ontem (horário brasileiro). Identificado pelo codinome de Black-Fuuuuuuuu, o invasor ironizou a gigante do mercado de software. Trocou a página original por uma outra, com fundo branco e letras pretas, e escreveu a frase: “Our style is much better!” (nosso estilo é muito melhor).

Pelos registros do site alemão Alldas, esta é a primeira vez que um pirata da Internet usando tal pseudônimo ataca. Das duas uma: ou este é o seu “defacement” (desfiguração) inaugural e outros se seguirão, ou trata-se de um script kiddy (pessoa que aprende a invadir sistemas usando programas prontos) que encontrou uma brecha de segurança no site, o que torna o ato ainda mais vergonhoso para a empresa.

A invasão mereceu um comentário do Attrition, especializado em registrar imagens de páginas “hackeadas”. Segundo uma nota distribuída por sua equipe, esta é a oitava vez, desde outubro de 1999, que se tem notícia de um site da Microsoft desfigurado.

O site belga foi rapidamente restaurado. Para ver o espelho da invasão clique aqui.


Atualização: No começo da manhã de hoje, o grupo brasileiro Prime Suspectz também invadiu o site da Microsoft da Grécia. Os hackers ironizaram o fato de o site utilizar como servidor o SCO, do sistema Unix, em vez de servidores da própria marca, dizendo que isso não adiantou muito.

A desfiguração ainda contou com uma imagem da bandeira brasileira sob o nome do grupo e a expressão “BRAZIL RLZ”, que na gíria dos hackers quer dizer que o Brasil domina a cena.

Nos últimos dias, o Prime Suspectz tem feito a festa em sites conhecidos. Desde o começo da semana, já invadiu três endereços da Universidade de Harvard e, ontem, o de três celebridades de Hollywod — Mel Gibson, Denzel Washington e Jennifer Aniston. Em janeiro deste ano, o grupo já havia atacado o site da Microsft da Nova Zelândia.

Para ver a imagem da invasão de hoje, registrada por Alldas, clique aqui.

Leia também:

Microsoft da Nova Zelândia é invadida por hackers brasileiros

Site da Microsoft é invadido duas vezes no mesmo dia


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eBay é fraudado em mais de US$ 450 mil

19/4/2001 - 21:59 Giordani Rodrigues


Obra verdadeira de Richard Diebenkorn
Dois homens admitiram-se culpados diante de uma corte federal americana, na cidade de Sacramento, capital da Califórnia, por centenas de fraudes cometidas no site de leilões eBay. Entre os crimes praticados, está a venda, em maio do ano passado, de um quadro falso do pintor abstracionista americano Richard Diebenkorn, a um usuário que foi induzido a pagar mais de US$ 135 mil pela obra.

O advogado Kenneth Walton, de 33 anos, e seu parceiro Scott Beach, 31 anos, armaram um esquema junto com Kenneth Fetterman, que está foragido, criando várias contas de e-mail com nomes, caixas postais e números de telefone falsos. Com estes dados, registravam-se no eBay e ofereciam produtos para serem leiloados. A partir disso, um oferecia lances falsos para o outro, aumentando artificialmente o valor da venda, até que um usuário insuspeito os comprasse.

No total, os três hospedaram mais de mil leilões no eBay, do final de 1998 até maio de 2000, e conseguiram vender mais da metade dos produtos utilizando ofertas fraudulentas. O valor das fraudes ultrapassa US$ 450 mil.

Um bom exemplo de como funcionava o esquema é o do quadro atribuído a Diebenkorn. A obra foi comprada de um antiquário e não possuía assinatura. Walton forjou as iniciais “RD 52” para induzir outros usuários a pensarem que se tratava de um quadro pintado em 1952 por Richard Diebenkorn.

Em 28 de abril de 2000, Walton colocou a obra à venda no eBay, junto com fotos digitais do produto, incluindo um close da assinatura forjada. Os três comparsas, então, passaram a fazer lances. De um valor inicial de 30 centavos de dólar, o quadro chegou a US$ 135.505,00 até ser comprado por um usuário da Holanda por US$ 135.805,00.

Os réus também admitiram ter usado a mesma técnica com outras pinturas vendidas no eBay. Obras supostamente assinadas por pintores renomados como William Wendt, Percy Gray, Alberto Giacometti, Clyfford Still e Maurice Utrillo, além de outra pintura atribuída a Diebenkorn, foram colocadas à venda.

Para dar mais credibilidade às suas fraudes, eles utilizavam nomes como “Giacometti” e “Still”, levando os usuários a pensarem que se tratavam de parentes dos artistas. Os fraudadores também criaram uma conta de e-mail para um fictício especialista em Clifford Still. Depois de terem vendido um falso quadro do pintor, o “especialista” enviou um e-mail ao comprador, com congratulações por ele ter adquirido “um excelente exemplo” do trabalho de Still.

Por causa da admissão de culpa, Kenneth Walton perdeu sua licença para advogar na Califórnia. No total, os dois receberam 11 acusações. Caso sejam condenados, podem pegar, por cada uma delas, até cinco anos de prisão, mais três em liberdade condicional e multa de US$ 250 mil, além de serem obrigados a ressarcir os usuários do eBay que foram enganados.


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InfoGuerra é escolhido como site da semana

18/4/2001 - 21:16 Redação InfoGuerra

O novo visual de InfoGuerra, inaugurado na segunda-feira, agradou não só ao público, que tem enviado elogios por e-mail, como também ao jornal Zero Hora, de Porto Alegre. A jornalista Sandra Pecis escolheu InfoGuerra como site da semana em sua coluna, publicada no ZH às quartas-feiras.

Não é a primeira vez que o site é citado por grandes empresas jornalísticas. Recentemente, serviu como fonte para notícias publicadas no Jornal do Brasil, Folha Online e Yahoo México. Isto sem contar as matérias que são publicadas quase que diariamente pelo Terra Informática.

Agradecemos o apoio de todos. Em breve, teremos mais novidades. Já está sendo preparado material novo para as seções de Artigos, Dicas e Boatos. Além disso, o quarto capítulo de Lila, novela hacker do jornalista Rodrigo Sais, que passou para a seção de Livros, está “no prelo”. Aguardem.


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Novo vírus Corações Solitários congestiona a rede

18/4/2001 - 16:08 Giordani Rodrigues

Várias empresas antivírus estão alertando para o surgimento de uma nova praga, descoberta hoje, e que está se espalhando rapidamente pela rede. Trata-se do Matcher, também chamado de vírus Corações Solitários pela Trend Micro. O vírus, do tipo worm, tem o poder de enviar mensagens em massa, congestionando os servidores de e-mail.

O Matcher disfarça-se como um programa para encontrar o par perfeito. Chega em uma mensagem de e-mail com as seguintes características:

Assunto: Matcher

Corpo da mensagem: Want to find your love mates!!! Try this its
cool... Looks and Attitude Maching to opposite sex. (Quer encontrar seu parceiro no amor!!! Tente isto, é legal... Aparência e atitutes compatíveis com o sexo oposto.)

Anexo: matcher.exe

Uma cópia da mensagem pode ser vista na figura abaixo. Perceba a forma incorreta como está escrita a palavra “matching”:



Se você receber um e-mail com as características acima, apague-o sem executar o arquivo anexado. Caso este seja executado, o vírus faz uma cópia de si mesmo na pasta Windows\System e nas pastas de arquivos temporários. Também se insere nas entradas do registro, fazendo com que seja executado toda vez que o Windows é iniciado.

A praga utiliza o catálogo de endereços do Outlook, enviando-se continuamente para todos os destinatários. Segundo a F-Secure, em alguns casos ele se envia a cada minuto, o que pode sobrecarregar a rede. O worm também modifica o arquivo AUTOEXEC.BAT, que é carregado toda vez que o computador é ligado, adicionando as seguintes linhas:

@echo off
echo from: Bugger
pause

Isto faz com que a mensagem “from: Bugger” apareça na tela do PC sempre que este é ligado. Para eliminar a praga manualmente, o arquivo Matcher.exe deve ser apagado da pasta Windows\System. É recomando fazê-lo usando o modo DOS, pois no modo Windows ele é utilizado pelo sistema.

Para sorte dos usuários este é um vírus de fácil remoção, segundo a Symantec, produtora do Norton Antivírus. De acordo com a empresa, que já constatou mais de mil casos de infecção, o Matcher tem um poder de disseminação alto e é classificado como de médio risco. Já a Trend Micro classifica o vírus Corações Solitários como sendo de alto risco.


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Hacker cristão invade site do Banco Rural

18/4/2001 - 3:19 Giordani Rodrigues

O "hacker cristão" voltou a atacar. E, desta vez, seu alvo foi nada menos do que o site de um banco. Nesta terça feira, 17, ele invadiu a página principal do Banco Rural, desfigurando-a com uma citação bíblica. "Todas as coisas me são lícitas , mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas", escreveu.

A citação faz parte da primeira epístola do apóstolo Paulo aos Coríntios, habitantes de Corinto, uma rica cidade grega dominada pelos romanos à época de Cristo.

Identificado pelo sugestivo nome de Genesy’s, esse é um desfigurador diferente. Não alerta para a segurança dos sistemas, não deixa os tradicionais "greetz" (saudações em geral), nem põe seu e-mail como forma de fazer contato — normalmente remunerado — com os administradores dos sites. Às vezes, ainda pede desculpas por seus atos.

Apareceu em cena na Páscoa, e de lá para cá já atacou sites de empresas ou intituições como Unimed, governo do Paraná, Universidade Federal de Santa Catarina e Universidade Federal do Maranhão. Em todas as ocasiões, suas mensagens foram ligadas à religião. O que não torna o ato menos "pecaminoso".

O espelho da invasão ao Bano Rural foi registrado tanto pelo site americano Attrition como pelo alemão Alldas, os dois principais sites especializados em arquivar imagens de desfigurações. Para constatar como ficou a página, clique aqui.

Leia também:
Hacker cristão ataca na Páscoa


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Hackers invadem site da Xuxa

17/4/2001 - 20:16 Giordani Rodrigues

Um grupo de hackers brasileiros identificado como Brazil Hackers Sabotage (BHS) invadiu hoje três endereços da loja virtual da Xuxa. Os sites fazem parte do Portal X, uma divisão da Globo.com, que traz notícias e variedades, e é dedicado principalmente ao estilo da apresentadora do Planeta Xuxa. Os endereços invadidos foram http//shoppingx1.somlivre.globo.com, http//shoppingx3.somlivre.globo.com e http//shoppingx2.somlivre.globo.com. Todos estão fora do ar.

Os hackers ironizaram a Globo, o administrador do sistema, e se divertiram com a Xuxa. Desfiguraram as páginas escrevendo coisas como “Hey admin I’m sorry...But you lose!” (Ei, administrador, desculpe, mas você perdeu) e “Nossa... BHS entrou na globo? Hehehe!! hey Xuxa, te amamos! Queremos conhecer seu camarim ;]”.

Fora isso, deixaram as saudações de sempre a outros integrantes do mundo hacker e também a sites como Safemode e Alldas, que registram os espelhos dos ataques. O grupo é composto por três integrantes, JShalom, Astek e dAnGeRmOuSe, mas quem assinou as desfigurações foi o primeiro, que também invadiu o site da Som Livre, ontem.

JShalom usou uma forma dissimulada de oferecer seus serviços para mostrar as vulnerabilidades do servidor — obviamente, caso fosse remunerado. “Admin, solution for this site u find in” (administrador, a solução para este site você encontra em), seguido do seu endereço de e-mail.

Tal atitude, na verdade, é corriqueira entre desfiguradores de páginas. O mais original foi a frase usada, parecendo publicidade de quem oferece crédito a juros. O espelhos das invasões, podem ser vistos no site Alldas, um dos “homenageados”. Clique nos links abaixo:

http://defaced.alldas.de/mirror/2001/04/17/shoppingx1.somlivre.globo.com/

http://defaced.alldas.de/mirror/2001/04/17/shoppingx2.somlivre.globo.com/


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HP confirma invasão de hackers em seu site

16/4/2001 - 20:20 Giordani Rodrigues

A Hewlett-Packard (HP) Brasil divulgou um comunicado no final da tarde de hoje confirmando que o site HP Store Brasil, responsável pela venda online de produtos da empresa, foi invadido, conforme noticiado por InfoGuerra na última sexta-feira. Segundo o comunicado, “um número limitado de dados pessoais dos clientes foi acessado, mas nenhuma informação sobre cartões de crédito foi violada”. A descoberta da invasão ocorreu na manhã de quinta-feira, dia 12 de abril.

O acesso ao site foi temporariamente interrompido. A HP afirma que “já identificou a raiz do incidente e está tomando todas as medidas para prevenir outras ocorrências como essa no futuro”. As autoridades brasileiras também foram chamadas para ajudar nos procedimentos.

A informação sobre a invasão ao site HP Store Brasil partiu do próprio hacker responsável pelo ato. Identificado como Phrozen_Byte, ele enviou um e-mail a InfoGuerra contendo dados pessoais de pouco mais de dez clientes da empresa, incluindo nome, endereço, telefone, e-mail, CPF, produto adquirido, data e valor da compra. Cerca de metade dos clientes foram contatados e confirmaram as informações.

Phrozen_Byte afirma que se apoderou de 1288 cadastros e ameaçou divulgá-los na Internet, caso não fosse “levado à sério”. No e-mail enviado, ele disse que não daria entrevistas, porém concordou em responder a algumas perguntas feitas por InfoGuerra.

Em uma mensagem remetida ontem (15/04), ele confirma que a invasão ocorreu na quinta-feira, mas diz que já estava sendo planejada há algum tempo. Seu objetivo não seria “obter dinheiro, nem tampouco roubar algo”, mas fazer com que “as empresas tomem cuidado na hora de planejarem seus sites de e-commerce”.

Ele afirma que, além dele, outras pessoas ajudaram na invasão e copiaram o conteúdo do site. “Não adianta em nada me pegar, isso ajudaria a espalhar as informações”, escreveu. Phrozen_Byte garante que o site da HP Store apresenta defeitos sérios há muito tempo.

“Há mais de duas semanas venho admirando o conteúdo do site e a meu modo de ver é incompetência dos administradores não terem percebido isso, mas eles devem estar preocupados em organizar a Páscoa no litoral de algum estado”.

O hacker garante que o site continua com erros e que se alguém quiser pode até mesmo deletar o servidor. “Eles não tem backup dos arquivos para uso imediato”, disse. “Imagina só se os dados de um dos clientes some, ele liga e qual seria a resposta da atendente? —Bom, o senhor deve se recadastrar”, ironizou.

E vai além: “eu estive na central de controle da HP Store, uma interface gráfica realmente interessante, e com o poder de fazer qualquer coisa, liberar crédito, dar baixa nas compras, alterar qualquer coisa”.

Phrozen_Byte disse que não pertence a nenhum grupo, e que a invasão à HP foi dedicada “a uma amiga muito importante” chamada Bianca e a seu irmão, cujo pseudônimo é Dead_Byte.

No e-mail, ele também revela porque mudou de idéia e resolveu falar sobre a invasão: “a HP, em sua resposta, provavelmente vai dizer que já me achou e está tomando todas as medidas possíveis contra mim”.

No comunicado divulgado hoje, a empresa afirma que não irá mais divulgar detalhes sobre a questão, visando proteger a privacidade de seus clientes e não prejudicar as investigações.

Leia também:
Cracker rouba dados de clientes da HP


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Hacker cristão ataca na Páscoa

16/4/2001 - 16:23 Giordani Rodrigues

Levar a palavra de Deus aos povos ganhou um significado pouco convencional no feriado de Páscoa. Numa atitude inusitada no universo das desfigurações de páginas, em que o comum são palavrões e ofensas em geral, um hacker cristão invadiu vários sites durante o último final de semana e deixou mensagens religiosas neles.

Identificado pelo sugestivo pseudônimo de Genesy’s, o hacker escreveu frases como "Pascoa !!! Qual é a real razão da pascoa ? não seria a de relembrar o sacrifício de Jesus Cristo ? Porquê então a atenção das pessoas é voltada para um outro lado ? Quando se fala em pascoa , as pessoas lembram logo de ovos de chocolate ... e de coelhos !!! (...) A verdade é: Jesus Cristo veio ao mundo para morrer por você !!! Não o ignore !!! Ele quer falar com você !!! E também te ajudar !!! Pois ele te ama !!! Eu não estou aqui para falar de igreja ou seita alguma! mas vim para falar de DEUS" (sic).

As palavras acima foram escritas no site da Unimed, mas Genesy’s também invadiu sites do governo do Paraná (http://netescola.pr.gov.br), do Centro de Ensino Unificado de Teresina (CEUT), que até as 16h15 de hoje permanecia desfigurado, e da Secretaria da Fazenda de São Paulo, sempre deixando mensagens relacionadas à crença em um ser superior.

Neste último, ele questionou o fato de o Brasil ser um país com liberdade religiosa, mas que "outorga" os feriados ligados à Igreja Católica. Uma característica peculiar de seus ataques é que ele pediu desculpas por seus atos aos adminstradores de todos os sistemas invadidos.

O site da Unimed foi novamente desfigurado na madrugada de hoje. Desta feita, o hacker, identificado como "c4d3t" (cadet), deixou uma mensagem ofensiva. Escreveu a palavra "saúde" com um cifrão no lugar do "s" e chamou os proprietários de planos médicos de "capitalistas sujos".

O departamento de marketing da Unimed confirmou esta invasão, mas afirmou desconhecer o ataque do "hacker cristão". O site já voltou ao normal. Clique nos links abaixo para ver os espelhos dos ataques, registrados por Alldas:

Unimed - 1ª invasão
Unimed - 2ª invasão
Netescola
CEUT
Secretaria da Fazenda de São Paulo


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Cracker rouba dados de clientes da HP

13/4/2001 - 1:00 Giordani Rodrigues

Ontem à noite, InfoGuerra recebeu um e-mail assinado por alguém identificado pelo pseudônimo de Phrozen_Byte. A mensagem informava que um site brasileiro da Hewlett-Packard, o HP Store, responsável pela venda online de produtos da multinacional, havia sido invadido e dele foram roubados 1288 cadastros de clientes da empresa. Para provar o que dizia, Phrozen_Byte mandou anexado ao e-mail um arquivo contendo elementos do site e pouco mais de dez destes cadastros.

Entre as informações dos usuários, constavam nome, endereço, e-mail, telefone, CPF, senha, produto adquirido, valor e até o tipo de transação (pela Internet ou por telemarketing). De posse de tais dados, InfoGuerra conseguiu fazer contato com cerca de metade dos clientes cujos cadastros constavam do e-mail e confirmou as informações. Alguns dos compradores eram funcionários da própria HP.

Um dos usuários, gerente de um hotel em Minas Gerais, chegou a comentar que iria tomar medidas contra a empresa, já que, mesmo tendo decidido fazer a compra por telefone, seus dados foram disponibilizados na rede e posteriormente roubados.

Devido ao feriado da Semana Santa, não foi possível entrar em contato com a assessoria de imprensa da HP ou com os responsáveis pelo site invadido, que permanece inacessível. Os setores que estavam funcionando, de suporte ao usuário, não puderam comentar o assunto.

Phrozen_Byte é um pirata da rede pouco conhecido. Seu último ato de destaque foi invadir o site da Agência Espacial do Canadá, em fevereiro deste ano, junto com Tempest, Pantera e Ph4nt4 e escrever a frase "we eat crazy cows" (nós comemos vacas loucas). O ato acabou gerando uma onda de protestos dos hackers ao boicote da carne bovina brasileira.

No e-mail enviado ontem, ele ameaçava publicar na Internet os dados dos 1288 clientes da HP, num prazo de 48 horas, caso não o levassem à sério, e dizia que não daria entrevistas. Portanto, maiores esclarecimentos sobre o episódio, só a partir de segunda-feira, quando as atividades da empresa voltarem ao normal.


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Submundo: site de prefeitura ficou 4 meses invadido

3/4/2001 - 1:00 Giordani Rodrigues

Vejam vocês como são as coisas: há menos de uma semana, inaugurei uma nova série em InfoGuerra, Submundo. Cheguei a anunciar algumas pautas, entre elas a de um site do governo que estava invadido há meses sem modificação. Nesse dia, verifiquei, e o site continuava lá, "owned". Pois não é que, justo agora que resolvo escrever sobre isso, ele fica "forbidden"?

Sim, hoje tentei acessar o site da Prefeitura de Jaru, em Rondônia, e encontrei a mensagem de "entrada proibida". Até a semana passada, no entanto, ele trazia a inscrição "$@!& prime suspectz ownz you?", como se pode ver no espelho registrado por Attrition. O site foi invadido no dia 12 de novembro de 2000 e permaneceu assim até março deste ano!

Imagine que você morasse em Jaru (talvez more), e quisesse saber sobre a taxa urbana, ou ler o edital de um novo concurso. Entra no site da prefeitura e só encontra a inscrição "prime suspectz ownz you?", meses a fio. Mas, pelo jeito, ninguém em Jaru acessa o site da prefeitura, nem o próprio prefeito, nem o responsável pelo site. Caso contrário, não teria passado tanto tempo desfigurado.

A situação é tão sui generis que não adianta, agora que o site está fora do ar, tentar saber como era sua aparência original. Isso seria possível com o mecanismo de busca Google, um dos melhores atualmente. O sistema salva uma imagem das páginas em sua memória cache, à medida que rastreia a Internet em busca de endereços. Mas se você colocar "prefeitura de jaru" como palavras-chave no Google, o resultado só irá confirmar a invasão.

Tente. Na minha máquina deu o seguinte: como primeiro resultado, o endereço www.jaru.ro.gov.br, acompanhado do título "prime suspectz ownz! @%#$" e as referências "$@!& prime suspectz ownz you? Greetz: Insanity Zine c0rp, McM4nus, the-magic, elitehacker ...". Clique na palavra "cache" e veja que aparece a mesma imagem que a do Attrition. Ou seja, o site passou tanto tempo assim, que foi essa a imagem que o Google registrou dele.

O fato, apesar de servir para piadas, é lamentável. Primeiro pela desfiguração em si, um ato reprovável, senão ilegal. Segundo, porque a prefeitura de Jaru deve ter muito mais com que se preocupar do que com hackers. Terceiro, porque acaba justificando o bordão repetido pelos grupos brasileiros em seus últimos ataques: "Brazil rulez", ou seja, o Brasil realmente "domina" a cena hacker mundial e detém tristes recordes.

Conforme estatísticas do Attrition, o Brasil é, de longe, o país com a maior quantidade de endereços invadidos. Como se não bastasse, o país ainda teve o maior crescimento no número de ataques, no ano passado, entre todos os registros feitos pelo site.

Os endereços do governo vivem sendo atacados. E o governo, ou não está muito preocupado com isso, ou simplesmente não tem condições de combater os grupos, que surgem com novos nomes a cada dia.

Apesar de todos esses dados, o que aconteceu na cidade de Jaru é, sem dúvida, uma bizarra exceção. Quatro meses é demais! A prefeitura deveria agora ao menos tentar reverter a situação, inscrevendo-se no Guinness Records. É muito improvável que haja um concorrente à altura.

Obs. - Vários contatos telefônicos com a prefeitura foram tentados, mas as chamadas não foram atendidas. O e-mail não foi encontrado, ainda mais com o site fora do ar.

Outros artigos da série Submundo:

Hacker bem-humorada faz piada com a própria atividade


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Hacker chinês invade site da United Press International

30/4/2001 - 19:02 Giordani Rodrigues


Bandeira da China deixada no site da UPI.
Um hacker chinês, identificado por Peak, invadiu o site da United Press International (UPI), uma das maiores agências de notícias do mundo. O ataque foi registrado entre ontem e hoje, dependendo do horário do país que fez o registro. A página principal do site foi desfigurada. Em seu lugar foi colocada uma imagem da bandeira da China tremulando e palavras de ordem, em inglês e chinês, contra os Estados Unidos.

“Os Estados Unidos estarão totalmente com a responsabilidade pelo acidente”, escreveu o hacker, além de protestos contra a venda de armas americanas à Taiwan e um palavrão dirigido aos EUA. No final, ele deixa explícito que é chinês.

O acidente ao qual ele se refere foi a colisão de um avião espião americano com um caça chinês, ocorrido no início de abril, na China. O acidente provocou a morte do piloto chinês Wang Wei, o seqüestro da tripulação americana do avião e uma crise diplomática entre as duas nações.

Desde então, hackers dos dois lados têm-se empenhado em uma guerra de desfigurações de sites. No último dia 26, o National Infrastructure Protection Center (NIPC), que faz parte do FBI, publicou um alerta de que os ataques de hackers chineses tendem a aumentar de hoje até 7 de maio, período em que ocorrem importantes comemorações na República Popular da China.

Além de desfigurações, o NIPC citou ataques do tipo Distibuted Denial of Service (DDoS) a sites e servidores de e-mail nos EUA, e o envio de vírus de computador. Os ataques DDoS congestinam os sistemas por meio de maciças requisições de dados dos servidores.

O NIPC também relacionou o Lion, um worm de Linux recentemente descoberto, como já sendo uma conseqüência da ação de hackers chineses. O Lion rouba senhas dos sistemas infectados e as envia para endereços de e-mail na China.

Apesar da preocupação do governo americano, que aumentou a segurança de seus sistemas militares para o nível “Apha”, e das muitas desfigurações ocorridas nos últimos dias em sites de ambos os lados, alguns duvidam que uma verdadeira guerra cibernética esteja a caminho.

O site Vmyths.com, especializado em boatos sobre vírus, publicou um artigo classificando o alerta do FBI como histeria. “O FBI NIPC habitualmente dá um falso alarme quando um fanfarrão de 14 anos ‘discute publicamente’ seus planos diabólicos para destruir a Internet”, diz o artigo.

Além do site da UPI, o hacker Peak também desfigurou, no mesmo dia, o site da Associação Nacional das Sociedades Japão-América e o da cidade de Shoreview, no estado americano de Minnesota. Todos já voltaram ao normal. Para ver o espelho da invasão à UPI, registrado pelo Safemode, clique aqui.

Ontem, o grupo Silver Lords também atacou um site de outra empresa jornalística, nada menos do que a BBC. O endereço desfigurado (http://www.monitor.bbc.co.uk) serve de repositório de informações de mais de mil fontes noticiosas em mais de 140 países. O site está fora do ar neste momento. Para ver o espelho registrado por Alldas, clique aqui.

Leia também:
Hackers americanos e chineses estão em guerra


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Sesc publica alerta de que foi "hackeado"

28/4/2001 - 22:35 Giordani Rodrigues

Quem entrar agora no site do Sesc São Paulo irá ter uma surpresa. Em vez de informações sobre exposições, cursos e outras atividades da entidade, encontará um aviso de que a página foi invadida. A mensagem, no entanto, não foi deixada por hackers, mas pela própria equipe do Sesc. A informação foi enviada para InfoGuerra por um de seus leitores, que não se identificou.

“O SESC Online foi hackeado na última sexta-feira, dia 20 de abril. Por motivo do rigoroso sistema de segurança do Universo Online (provedor do site do SESC-SP) nossa máquina só volta ao ar na quarta-feira próxima, dia 2 de maio. Desculpe-nos o transtorno!”, diz o alerta na página principal do site.

É uma atitude rara e por isso mesmo louvável. Enquanto a maior parte das empresas, públicas ou privadas, tenta esconder da população a informação de que seus sites foram invadidos por hackers quando isso acontece, o Sesc alardeia o fato.

A atitude é também correta. Quanto mais a sociedade conhecer o nível de insegurança da Internet e o quanto grupos de piratas digitais podem explorá-la, mais se poderá fazer para evitar tais ataques e punir os responsáveis. Ao contrário, quanto mais se esconder as informações, mais a falsa sensação de segurança irá predominar.

O site do Sesc Online, conforme é revelado na nota, foi invadido no último dia 20. O responsável pelo ataque se autodenomina Genesy’s. Ele tem sido chamado de “hacker cristão”, “hacker de Deus”, ou “hacker de Cristo”, pois sempre deixa mensagens bíblicas em suas desfigurações. Para ver o espelho do ataque, registrado pelo site Alldas, clique aqui. Devido ao feriado, não foi possível fazer contato com os responsáveis pelo site, nem no Sesc, nem no Uol.

Leia também:

Hacker cristão invade site do McDonald's
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Itaú nega invasão de seu site
Hackers invadem site do banco Itaú


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Site da Microsoft é novamente invadido

27/4/2001 - 15:46 Giordani Rodrigues


Uma semana depois que o grupo hacker brasileiro Prime Suspectz desfigurou o site da Microsoft na Grécia, outros invasores, identificados por World of Hell (WoH), fizeram o mesmo, hoje. A página principal foi mudada por outra, contendo uma mensagem em inglês fazendo troça com a empresa.

“Ei, eu sei que isto é um ‘redefacement’ e eu respeito o Prime Suspectz por ter se apoderado (do site) antes. Eu apenas estou tomando posse porque eu queria ver se podia fazer isso. Diabos, eu nem posso digitar isso adequadamente e ainda posso invadir a Microsoft DEPOIS de ela já ter sido invadida”, dizia, aproximadamente, uma parte do texto.

Numa coisa o pirata tem razão: para uma companhia gigantesca como a Microsoft é vergonhoso não ter corrigido as brechas de segurança de um site seu invadido alguns dias antes, não importa em que parte do mundo esteja localizado. O mais irônico é que este site da Microsoft não utiliza um servidor da própria empresa, e sim um SCO, que roda sob o sistema Unix.

De acordo com o site Alldas, 138 desfigurações são atribuídas ao WoH. O grupo gosta de atacar multinacionais. Empresas como Mercedez-Benz, Cassio, Aiwa, Volvo, Toshiba, Epson, Xerox, Sony e Hyunday, de vários países, já estiveram em sua mira.

Nos últimos dias, invadiu alguns sites chineses, unindo-se a outros grupos americanos na guerra cibernética que hackers de ambas as nacionalidades estão travando entre si (leia matéria).

Até o momento do fechamento desta notícia, o endereço www.microsoft.com.gr permanecia alterado. Caso já tenha voltado ao normal, você poderá conferir o espelho capturado pelo site Safemode, especializado em registrar imagens de invasões. Clique aqui para vê-lo.

Leia também:
Hackers invadem sites da Microsoft


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Hacker cristão invade site do McDonald's

26/4/2001 - 21:20 Giordani Rodrigues

Os internautas tentados pelo pecado da gula que visitassem o site do McDonald’s do Brasil, ontem, poderiam encontrar, para sua surpresa, um texto falando sobre o penetrante olhar de Deus. O site foi invadido por Genesy’s, o “hacker cristão”, como ele tem sido chamado, pois sempre deixa citações bíblicas em suas desfigurações.

“Enquanto o Senhor, com seu olhar penetrante, se volta para julgar os pecadores obstinados, incapazes de se converterem por causa da dureza de seus corações, olha com misericórdia para os humildes e contritos de coração”, dizia um trecho da mensagem. O espelho, registrado pelo site Attrition, pode ser visto aqui.

Genesy’s apareceu em cena na Páscoa. De lá para cá já foram registradas mais de 30 invasões suas, todas explorando vulnerabilidades em servidores Microsoft IIS. Sites importantes já foram atacados, como Unimed, Banco Rural, Sesc, Brasil Telecom e outros.

Pelo menos ele não deixa seu e-mail como forma de induzir os adminstradores a contratarem seus serviços para corrigir as falhas dos sistemas, e normalmente pede desculpas pela invasão. Seu método de pregar a palavra de Deus, no entanto, é no mínimo controverso. No princípio era o Verbo, agora é o "defacement".

Ontem, o grupo Silver Lords também teve um “Mc Dia Feliz”, ao invadir o site do McDonald’s do Chile. Os hackers deixaram uma figura estilizada de um guerrilheiro mascarado na página principal, e um pedido de libertação da região de Caxemira, disputada entre a Índia e o Paquistão.

Apesar dos rumores de que o grupo foi rompido (leia matéria), invasões creditadas ao Silver Lords continuam sendo registradas com constância. Aparentemente, dois de seus integrantes estão usando o nome do clã, à revelia de seu líder, um adolescente brasileiro de apenas 14 anos que usa o pseudônimo de Lord Choo3s.

Hoje, o grupo já invadiu vários sites, ente os quais alguns de alto perfil. Fazem parte da lista três endereços — na China, Oriente Médio e Taiwan — da Acer, um dos maiores fabricantes de PCs do mundo, e o site corporativo da Samsung Digital. Os ataques foram semelhantes ao do McDonald’s chileno e suas imagens podem ser vistas aqui.

Leia também:
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Hackers atacam fundação brasileira de defesa da privacidade

26/4/2001 - 17:32 Giordani Rodrigues

Na madrugada de hoje, hackers de um grupo recém-formado chamado Perfect.br invadiram o site da Fundação Carlos Alberto Vanzolini. Criada no ano passado, a entidade tornou-se a principal certificadora de políticas de privacidade em sites nacionais.

Os hackers modificaram a página principal, colocando em seu lugar a figura de um desenho japonês, do tipo mangá, e a frase “people.. remember this? Well... I do” (algo como, “pessoal, lembra disso? Bem...eu sim”). O site já foi restabelecido.

A Fundação Vanzolini tem um trabalho parecido com o de outras organizações internacionais, como a americana TRUSTe. Um site que deseja ser conhecido pelo respeito aos seus usuários deve implantar uma clara política de privacidade e torná-la pública.

A partir disso, o cumprimento dessa política poderá ser auditada pela Fundação Vanzolini, que recebe por seus serviços e fornece um certificado de que o site está cumprindo as normas de privacidade por ele publicadas. Grandes bancos, como Itaú e ABN Amro Bank, já estão associados à fundação como patrocinadores.

InfoGuerra fez contato com a Fundação Vanzolini, mas até o fechamento desta matéria ainda não havia recebido esclarecimentos sobre a invasão. Veja o espelho aqui.

Um dos integrantes do Perfect.br que assinou o “defacement”, como é chamada, em inglês, a desfiguração de sites, foi ScorpionKTX. Ele era integrante do grupo Silver Lords, composto basicamente de brasileiros, e sempre teve o hábito de colocar figuras de mangás em seus ataques.

O fato de ele ter-se associado a um outro grupo, além de ter mandado saudações a f0ul e Choo3s na página da fundação, dizendo que estes são ex-Silver Lords, confirma os rumores de que o grupo foi desmantelado.

O Silver Lords é o mais ativo clã de desfiguradores do mundo, de acordo com as estatísticas do site Alldas. Em sua conta, já foram creditadas quase 800 invasões. O nome do grupo continua aparecendo em vários defacements, mas diz-se que os responsáveis por eles são apenas dois dos integrantes remanescentes, Mirinda e Macwiz.

O desmantelamento de um grupo tão ativo poderia ser motivo para comemorações, mas deve-se encarar o fato por outro lado. Os seus vários e experientes ex-integrantes certamente formarão outros grupos, aumentando ainda mais o número dos que já existem no Brasil, campeão absoluto de desfigurações de sites.

Prova disso é o próprio Perfect.br. Além da Fundação Vanzolini, a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) também foi atacada nesta madrugada. O resultado da invasão pode ser conferido no conhecido site Safemode, que passou alguns meses “parado” por problemas em seus servidores e agora voltou à ativa. Clique aqui para ver o espelho.


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Hackers americanos e chineses estão em guerra

26/4/2001 - 0:45 Giordani Rodrigues


Imagem deixada em sites chineses invadidos.
A crise política desencadeada pela queda de um avião espião americano em território chinês já amainou, mas suas conseqüências no ciberespaço continuam bastante visíveis. Grupos hackers dos dois países estão em luta aberta, desfigurando sites ou preparando ataques em massa.

Nos Estados Unidos, o grupo PoizonB0x e o jovem Pr0phet se destacam. Nos últimos dias, eles se dedicaram a desfigurar sistematicamente centenas de páginas na China e em Taiwan.

O site Alldas registrou a primeira invasão do PoizonB0x há pouco mais de um mês, mas o grupo atacou tantos sites chineses nos últimos dias que já passou para o segundo lugar nas estatísticas, posição antes ocupada pelos brasileiros do Prime Suspectz. Os números dão conta de mais de 500 desfigurações atribuídas ao PoizonB0x.


As invasões do grupo, que antes se limitavam a uma imagem com seu nome nos sites, passaram a ter cunho político. Uma bandeira da China com a frase “PoizonB0x against China’s servers” (PoizonB0x contra servidores da China) foi posta em várias páginas daquele país.

O Pr0phet vai mais longe, apesar de ser responsável por um número bem menor de ataques. Em suas últimas desfigurações, deixou a imagem de uma bomba atômica em explosão. Há poucos dias, ele invadiu o site do Observatório Meteorológico de Shen Zhen e escreveu uma mensagem dirigida à mídia dizendo que não era um ativista político.

Apesar disso, a mensagem começava da seguinte forma: “China — você está sendo possuída de uma forma séria (...) sua ameaça de nos fazer de bobos tem sido completamente esmagada. Não mexa com os garotos dos Estados Unidos”. Confira.

Os hackers chineses não deixam por menos. Apesar de suas desfigurações terem sido pouco registradas, eles garantem que muitos sites americanos foram atacados e acreditam que tais informações estejam sendo abafadas. Mesmo assim é possível ver algumas delas.

O site www.iplexmarin.com, que serve como fórum de artistas em Marin, na Califórnia, foi invadido no dia 10 de abril e permanece assim até hoje. Os hackers colocaram frases em inglês e em seu próprio idioma, fotos do piloto Wang Wei, morto na colisão entre o avião americano e o caça chinês, e o hino de seu país.

“Como somos chineses, amamos profundamente nossa terra natal e seu povo. Estamos muito indignados com a intrusão do imperialismo. A única coisa que podemos dizer é que, quando necessário, estaremos prontos para devotar tudo à nossa terra natal, incluindo até mesmo nossas vidas”, dizia uma das frases (abra o código-fonte da página). O espelho da invasão pode ser visto aqui.

Os hackers chineses não se contentam em apenas desfigurar sites. Seu patriotismo os tem levado a planejar ataques com envio de vírus. Especula-se que os recentes worms para Linux — Lion e Adore — já sejam uma conseqüência da crise entre os dois países. O Lion foi criado por um chinês e o Adore envia informações dos sites invadidos para dois servidores na China. Outros exemplos desse tipo são esperados.

Está sendo planejado um ataque cibernético em massa aos Estados Unidos, com início no próximo dia 1º de maio, estendendo-se até o dia 7. O chamado "Ataque Laodong Jie Wuy” é em homenagem ao Dia Internacional do Trabalho.

No dia 4, “Qingnian Jie” (Dia da Juventude), espera-se um incremento na ofensiva. Nessa data, comemora-se na China a manifestação estudantil contra o Japão, ocorrida ao final da Primeira Guerra Mundial, em 4 de maio de 1919, na Praça Tiananmen.

No meio do fogo cruzado encontra-se Taiwan, atacado tanto por chineses quanto por americanos. Os primeiros, por motivos óbvios, já que Taiwan é um dissidente do regime comunista chinês. Quanto aos americanos, os ataques acontecem por simples ignorância.

As semelhanças físicas entre os povos dos dois países é suficiente para justificar as invasões. No dia 9 de abril, o site de uma instituição de ensino em Taiwan foi desfigurado por um americano que ironizou o conflito gerado com o acidente aéreo.

Em uma página com o título “queremos nosso povo de volta”, ele pôs fotos referentes à crise e escreveu: “Sim, sim, eu sei que este site não está na China, mas está muito perto. Ahh, todos eles têm a mesma aparência, de qualquer forma”. Attrition registrou a desfiguração. Veja o espelho aqui.


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Falso vírus induz usuário a apagar arquivo do Windows

25/4/2001 - 16:47 Giordani Rodrigues

Colaborou enviando o e-mail para análise Monica Ferrero, de São Paulo.

Um e-mail contendo uma falsa notícia de vírus que está circulando pela Internet é um exemplo perfeito da histeria a que as pessoas podem chegar por acreditar em tudo que lêem. Ao contrário de inocentes correntes, a mensagem leva o usuário a crer que o arquivo “SULFNBK.EXE” é um vírus, quando na verdade é um arquivo de sistema do Windows.

O texto do e-mail orienta as pessoas a encontrarem o arquivo utilizando o comando “localizar” do Windows. Em algumas versões, o usuário irá encontrá-lo e, assustado, provavelmente irá apagá-lo. A assessoria de imprensa da Microsoft confirmou que se trata de um boato.

A mensagem, como é de costume nesses casos, diz que a informação partiu de lugares sérios como a Receita Federal ou grandes empresas. O pior é que tem gente especializada que trabalha em grandes repartições e companhias apagando o arquivo.

InfoGuerra fez contato com uma das vítimas do boato, Vera Lúcia Neves, ex-diretora do departamento de taquigrafia da Assembléia Legislativa de São Paulo. Ela conta uma história tragicômica:

“Recebi esse e-mail e entrei em contato com um funcionário do departamento de informática da Assembléia Legislativa. Ele disse que iria verificar. No dia seguinte, eu recebi um e-mail de minha filha, que trabalha numa multinacional. Ela dizia que o técnico de informática da empresa falou para apagar aquela ‘bomba’, mesmo que o sistema avisasse que era um ‘arquivo de instalação’ do Windows.”

“Apaguei e avisei o funcionário da Assembléia. Ele me disse que já tinha deletado o arquivo de todos os computadores do departamento de informática. Depois eu descobri que era boato, reinstalei o arquivo, que estava na lixeira, e tentei avisar o rapaz, mas ele não fez mais contato comigo”.

Segundo a assessoria da Microsoft, o arquivo Sulfnbk.exe serve para reconhecer nomes extensos de arquivos, isto é, com mais de oito letras. Por exemplo, se você tem uma foto com o nome “araraquara.jpg” em seu computador, mas acreditar no boato e deletar o arquivo, o sistema irá apresentar a foto com o nome de “araraq~1.jpg”. Para reverter a situação, basta reinstalar o arquivo deletado a partir do CD de instalação do Windows.

A Symantec, produtora do Norton Antivírus, confirmou que não há nenhum vírus com tal nome. Mais: a empresa até já catalogou a mensagem como “hoax” (boato) e publicou um alerta em seu site, orientando quem receber o e-mail a simplesmente ignorá-lo e não passá-lo adiante. Clique aqui para ler o alerta, que reproduz o texto em português e informa que a história surgiu no Brasil.


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Vírus Chernobyl ataca nesta quinta-feira

24/4/2001 - 22:52 Giordani Rodrigues


Chen Ing-Hau, autor do vírus Chernobyl, foi preso no ano passado.
Empresas antivírus como Panda Software e sites de segurança como Security Portal estão alertando as pessoas para tomarem cuidado com o vírus Chernobyl. Ele ataca na próxima quinta-feira, 26 de abril, dia do aniversário do acidente nuclear ocorrido em 1986 na usina de Chernobyl, na Ucrânia, daí seu nome.

O Chernobyl é a versão mais disseminada do vírus W95/CIH, que apareceu pela primeira vez em junho de 1998. Mesmo com quase três anos desde seu descobrimento e com todos os programas antivírus sendo capazes de detectá-lo, o vírus tem feito muitas vítimas e continua entre os mais ativos do mundo. Isto porque ele permanece latente no computador, só atacando em uma data específica.

Quando ativado, toma o lugar de arquivos executáveis residentes na memória de computadores que utilizam Windows 95 ou 98. A partir daí, ele tenta infectar todos os arquivos executáveis da máquina.

O vírus também inutiliza a memória Flash de placas-mãe com processadores Pentium Intel baseados em chips 430TX. Isto significa que o PC simplesmente não poderá ser iniciado. Como se não bastasse, ele apaga todos os dados do disco rígido, sobrescrevendo as informações.

CIH são as iniciais do nome do criador do vírus, o chinês Chen Ing-Hau. Ele produziu sua "obra" entre maio e junho de 1998, quando era estudante do Instituto de Tecnologia de Tatung. Em setembro do ano passado, foi preso em Taiwan.

Atualmente, o vírus possui várias versões, que atacam em datas diferentes. A versão CIH v1.3; é ativada em 26 de junho e a CIH v1.4; no dia 26 de qualquer mês. A versão Chernobyl, que ataca na quinta-feira, é a que tem causado mais estragos.

Apesar dos alertas, a CBL, especializada em recuperação de dados, está otimista. A empresa acha que a quantidade de computadores infectados pelo vírus este ano será menor do que no ano passado. Mesmo assim, não custa atualizar seu programa antivírus e fazer uma checagem diária no PC para evitar dores de cabeça.

Leia também:
Preso autor do vírus Chernobyl


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Golpe da clonagem de telefones é boato

24/4/2001 - 19:35 Giordani Rodrigues

Colaborou enviando o e-mail para análise Monica Ferrero, de São Paulo.

Está circulando pela Internet um e-mail falando de um suposto golpe aplicado aos assinantes de linhas telefônicas. De acordo com a mensagem, quando o usuário aperta as teclas “90#” em seu aparelho, após contato de alguém que se faz passar por funcionário da companhia telefônica, a linha passa a ser partilhada por outras pessoas, ou seja, é clonada. A informação, no entanto, não passa de mais um boato eletrônico.

O texto do e-mail diz que a Telemar confirma que o golpe é real, mas isso é outra mentira. “Correntes” desse tipo costumam citar nomes de grandes empresas para dar credibilidade às histórias. InfoGuerra entrou em contato com a Telemar e recebeu a informação de que não há a menor possiblidade de que um procedimento como o descrito seja capaz de clonar uma linha telefônica.

De acordo com a empresa, esta história já havia circulado vários meses atrás. Na ocasião, foram feitos testes exaustivos, comprovando-se que ela é desprovida de fundamentos.

O boato voltou a circular com força agora, mas realmente não é novo. Existe há pelo menos três anos e já foi catalogado pelo caçador de hoaxes — como também é chamado este tipo de trote eletrônico —, o escritor americano David Emery. Ele possui uma página na Internet com análises de milhares de hoaxes e lendas urbanas. Clique aqui para ler sua descrição sobre o "golpe do 90#".

O boato da clonagem de telefones chega a forjar que o e-mail foi escrito por dois funcionários da Telemar. Um deles, Davidson Paes de Azevedo, lotado na unidade de Campos, no Rio de Janeiro, concordou em dar uma entrevista à InfoGuerra, justamente porque está tendo vários problemas depois que a mensagem voltou a circular.

Ele disse que tem recebido ligações de pessoas de várias partes do Brasil perguntando sobre a veracidade da história. “Fui envolvido numa situação extremamente desagradável. Eu nunca usaria o nome da Telemar para espalhar uma história dessas, mesmo porque não é verdadeira e eu poderia sofrer sérias sanções da empresa, até mesmo ser despedido” .

Davidson, cujo nome completo, endereço de e-mail e telefone comercial constam da mensagem, não sabe como seus dados foram parar na Internet. "Provavelmente foram conseguidos em alguma lista de spam", arrisca. Para evitar problemas futuros, ele já pediu para que a Telemar altere seu e-mail.

A mensagem termina com o indefectível pedido que caracteriza as correntes: repassar o boato a todos os conhecidos. Esta é a principal forma de disseminação de mentiras na Internet.

A melhor maneira de evitar este tipo de situação continua sendo não participar de correntes de qualquer natureza. Não envie mensagens cuja veracidade você desconhece, mesmo que tenham vindo de algum amigo. Ele também pode ter sido enganado.

Veja, abaixo, uma cópia do e-mail (os erros gramaticais não foram corrigidos):

Este é um serviço de informação de alerta para todos os usuários da Internet, prestem bastante atenção no que vem a seguir:

No inicio eu achei que fosse mais um SPAM. Liguei para o n.º 104 do Suporte da Telemar e me confirmaram como sendo verídico. Portanto: É VERÍDICO.

Todos devem ficar alertas para um golpe telefônico que está sendo aplicado em diversas regiões do Pais. Ligam para a sua casa, empresa ou até celular, dizendo que é do Departamento Técnico da empresa telefônica local, ou da empresa que trabalha para a mesma. Perguntam se seu telefone dispõe de Serviço de Discagem por "Tom". Com a desculpa que necessitam testar, lhe pedem para discar "90#". Uma vez executada esta operação, a pessoa informa que não há nenhum problema com seu telefone, agradece a colaboração e desliga.
Quando terminado o procedimento acima, você acaba de habilitar sua linha telefônica como receptora a quem lhe chamou anteriormente, isso em linguagem popular chama-se CLONAGEM, ou seja, uma copia fiel de alguma coisa, neste caso, DE SUA LINHA TELEFÔNICA.

Dai em diante, todas as ligações feitas por aquela pessoa que lhe chamou inicialmente, serão debitadas EM SUA CONTA DE TELEFONE. Até o momento as companhias telefônicas NÃO SABEM como parar, detectar ou evitar esta fraude. Por isso, é importante que essa informação SEJA PASSADA para TODOS: vizinhos, parentes, amigos, listas na Internet ao qual você pertence, enfim, qualquer lugar onde ela possa ser vista.

FIQUE ATENTO E COLABORE DIVULGANDO ESTE E-MAIL A TODOS QUE VOCÊ PUDER!


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Hacker brasileiro invade site da Unicef

24/4/2001 - 14:35 Giordani Rodrigues


O brasileiro que utiliza o pseudônimo de ReFLuX invadiu e desfigurou, na madrugada de hoje, o site italiano do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). No lugar de informações sobre obras sociais da organização e pedidos de doação, o visitante do site encontrou a figura de um “diabinho” com auréola e algumas frases em inglês.

“The gent who wakes up and finds himself a success hasn't been asleep" (O cavalheiro que acorda e se acha bem-sucedido, não esteve adormecido), dizia uma delas. A frase é uma citação do dramaturgo americano Wilson Mizner, cujas peças fizeram algum sucesso no começo do século 20.

ReFLux também escreveu coisas como “a Unicef é legal...a Unicef está morta”, além de fazer considerações metafísicas. “O que acontece com seus arquivos quando você morre?”, perguntou. Ele tem o hábito de se referir a assuntos como discos voadores e temas surrealistas, além de freqüentemente escrever “I kill me” (eu me mato) em suas desfigurações.

ReFLuX invadiu vários sites no começo do ano, algumas vezes em companhia de “asouza”, dizendo que estava desempregado e pedindo trabalho. Pelo jeito ele conseguiu, pois os pedidos cessaram. De acordo com o site Alldas, ReFLuX é responsável por 53 desfigurações até agora. Entre os sites atacados estão os da Secretaria de Comunicação Social do Distrito Federal, McDonald’s da Colômbia, Canon da Nova Zelândia e Olivetti da Rússia.

O espelho da invasão ao site da Unicef, pode ser visto aqui.

Leia também:
Hacker brasileiro pede emprego em site do consulado do Peru


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LSD compromete segurança de sistemas

23/4/2001 - 20:34 Giordani Rodrigues


Desafio aos hackers durou apenas um dia
Menos de 24 horas depois que a Argus lançou, na última sexta-feira, seu desafio para que hackers invadissem um servidor especialmente preparado para tal, um grupo polonês chamado LSD (Last Stage of Delirium) conseguiu quebrar a segurança do sistema.

Composto por quatro integrantes — Michal, Sergiusz, Adam e Thomasz — o grupo explorou uma vulnerabilidade dos sistemas operacionais que se utilizam dos chips Intel x86 e irão receber o prêmio de US$ 50 mil por causa disso.

O feito do LSD traz duas conseqüências: a exposição da vulnerabilidade — nunca antes explorada — e a confirmação de que não há um sistema completamente protegido. “A segurança dos sistemas operacionais é absolutamente obrigatória no ambiente atual. Os usuários não podem sequer sonhar em proteger seus sites sem a imediata e apropriada consideração da segurança do sistema operacional”, alerta o comunicado da Argus.

Os hackers usaram a falha de segurança para criar uma brecha no núcleo do sistema Solaris x86, que estava rodando nos sites criados especificamente para o desafio. A vulnerabilidade pode afetar outros sistemas que utilizam a arquitetura Intel x86 e ainda não se conhece correção para ela.

Os sites estavam protegidos pelo software PitBull, de fabricação da Argus. A empresa faz questão de frisar que a falha não ocorreu em seu programa e sim no sistema operacional. Por isso, garante que seus usuários estão protegidos e não precisam fazer nenhuma atualização no produto.

A empresa também rebate as críticas que recebe por este tipo de concurso. “Embora nossas motivações sejam freqüentemente mal interpretadas e criticadas, insistimos que a coragem em expor nossos produtos ao gênio coletivo da comunidade hacker tem sido um serviço público”.

Para ler o comunicado oficial da empresa (em inglês), com mais detalhes sobre a façanha dos hackers, clique aqui.

Leia também:
Empresa desafia hackers a invadirem seu sistema


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Vírus dirigido a pedófilos formata o disco rígido

23/4/2001 - 19:45 Giordani Rodrigues

Os pedófilos da Internet agora têm de se preocupar com algo a mais além da polícia. Aparentemente, alguém resolveu puni-los, criando um vírus disfarçado de um programa para se conectar a sites com imagens eróticas de crianças e adolescentes. Trata-se do VBS.Zeichen.A, descoberto no dia 20 pela Symantec.

Escrito em Visual Basic Script, o vírus chega com uma mensagem em alemão que, traduzida, diz mais ou menos o seguinte: “Para chegar ao prazer de encontrar URLs com pré-adoslescentes verdadeiramente boas (ou bons), simplesmente dê um duplo clique neste arquivo. As URLs são codificadas, portanto nenhuma outra pessoa pode ver sobre o que se trata”.

Quando executado, o vírus adiciona comandos maléficos ao arquivo Autoexec.bat e reinicia o Windows. Depois que o computador é reiniciado, aparece a seguinte mensagem, em modo DOS:

VBS/W98.pedo1.HDFK.V2
{{{ The only Warning from {{{ ^_int21h_^ }}} Never touch Kid's }}}

(O único aviso de {{{ ^_int221h_^ }}} Nunca toque em crianças)

A partir desse momento, os comandos dão início à formatação dos drives C e D, sem nenhum tipo de aviso prévio. Também não é possível reverter o processo. O Zeichen.A pode atacar os sistemas operacionais Windows 95, 98 e ME.

O fato de a mensagem estar em alemão reduz o poder de disseminação da praga. A Symantec, considera o Zeichen.A como de baixo risco.


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Lançado quarto capítulo de Lila

22/4/2001 - 22:38 Redação InfoGuerra


InfoGuerra publicou hoje o quarto capítulo da novela hacker Lila. A trama da história está cada vez mais emocionante. Agora Lila se envolveu com um grupo de exploradores de esgotos, os chamados “drainers”, e descobriu semelhanças inusitadas entre tal atividade e o ato de invadir sistemas.

Ela também ganhou um rosto (veja figura acima), criado pelo publicitário Rui Fontoura. Estamos preparando novas surpresas para o público, que incluem recursos de interatividade com os leitores e animações em Flash. Lila tem feito bastante sucesso. Os textos da novela estão entre os mais acessados do site e ela já conta com fãs dedicados, que escrevem pedindo que se apresse a publicação de novos capítulos.

Também criamos condições especiais para sites e empresas que estejam interessados em publicar a história. Se for este o seu caso, escreva para comercial@inforguerra.com.br.

A novela Lila passou a fazer parte da seção “Livros” de InfoGuerra, que pode ser acessada pelo menu principal do site, ou clicando diretamente aqui.


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LILA - Capítulo 4

22/4/2001 - 18:03 Rodrigo Sais

Para ler outros capítulos, clique nos links abaixo:

Capítulo 1

Capítulo 2

Capítulo 3


Lila voltou da casa de Shira disposta a saber mais sobre o que eles iriam fazer no dia seguinte. Espeleologia Urbana era um nome muito esquisito. Ela ficou mais preocupada quando tentou acessar o site que Shira tinha indicado sobre o assunto: www.infiltration.org.
O site tinha sido tirado do ar; aparentemente, algum problema com os longos braços da lei, ou com advogados que, em vez de gastar seu tempo lavando os colarinhos das camisas ficavam procurando motivos para processar qualquer gurizinho inocente.
Lil@ suspirou. Aparentemente, toda sua vida estava girando em torno de atividades ilegais. Nessas horas dava graças por ainda ser menor de idade. Uma busca por “urban speleology” acabou levando Lil@ ao site que ela queria:



No começo, Lil@ ficou embasbacada. Então era por isso que Shira entrava no elevador às vezes todo sujo e fedido! “Que idéia de jerico... como é que tem gente que faz isso?”, perguntou-se, enquanto tamborilava os dedos na sua mesa. Mas a curiosidade fez com que ela continuasse a explorar a página, e algo foi despertando seu interesse...

Espeleologia urbana é o nome dado para a exploração do subterrâneo das cidades. Assim como as pessoas que exploram cavernas, os exploradores urbanos, ou drainers, dedicam grande parte do seu tempo a fazer excursões em encanamentos, esgotos, túneis e construções subterrâneas abandonadas. Para os amantes deste hobby, há mais coisas sob os nossos pés do que supõe a nossa vã filosofia — além da fauna que vai de morcegos e ratos até todo tipo de insetos estranhos, existe a possibilidade de se encontrar todo tipo de objetos e maquinaria abandonada pelo homem.
A espeleologia é considerada ilegal na maioria das cidades — e é por isso que freqüentemente nos deparamos com pesadas tampas de bueiro com travas. Além disso, pode ser uma atividade duplamente perigosa — além dos possíveis encontros com homens da lei e cidadãos mal-intencionados, muitas tubulações são escorregadias e as escadas e apoios podem estar enferrujados.


“Com certeza, a chance de encontrar alguém passando pra te ajudar se você torcer o pé num esgoto é muito pequena”, pensou Lila, enquanto prosseguia na exploração pelo site.

O site continuava a descrição de vários procedimentos de segurança para as incursões ao subterrâneo, e dava dicas de como achar os melhores lugares, os melhores horários para a prática, etc. Algo foi se atiçando no inconsciente de Lil@ — havia mais semelhanças entre a espeleologia urbana e a arte hacker do que ela conseguia perceber. Entrar furtivamente em um lugar proibido, arriscando o próprio pescoço no processo, apenas para saber o que há lá dentro... Explorar, deixar sua marca, e encontrar outras pessoas com interesses similares...

Longas horas depois, Lil@ havia se decidido. Iria praticar a tal da espeleologia no dia seguinte.

***

Quando Lila entrou no apartamento de Shira, na tarde do dia seguinte, foi recebida com dois olhares de aprovação.

O primeiro era de Shira, que viu que ela havia se preparado decentemente para a aventura: ela vestia uma calça jeans, uma jaqueta leve de nylon, joelheiras e carregava uma mochilinha nas costas. Seus cabelos curtos estavam presos com um elástico, e estava sem os costumeiros 8 brincos e o piercing no nariz.

O segundo olhar foi de Ademar, ou Demas, como era chamado pelos amigos. Demas obviamente havia se interessado pela garota que viu: pele bem branca, cabelos levemente cacheados pintados de um vermelho vivo, e um corpo que, se não era exatamente malhado, não fazia feio. Apesar de não se exercitar, a dieta de Lila era pouco calórica — como não cozinhava, comia muito pouco.

Shira foi o primeiro a falar:

— “Olha só! Quer dizer que veio toda preparada então, Lila? Nós só estamos esperando o Fino, e já vamos sair. Esse aqui é o Demas, e ele já foi em uns dois passeios nossos.”

— “Tudo bem?” — perguntou Lila.

Demas limitou-se a balançar a cabeça, e continuou com o olhar fixo em Lila, fato que a deixou deveras sem jeito. Demas era um cara atarracado — um pouco mais baixo que Lila, mas forte, ou gordo, ou uma mistura dos dois. Tinha um permanente sorriso no rosto que parecia mais um arreganhar de dentes, e suas sobrancelhas arqueadas cobrindo os olhos pequenos davam um certo ar malvado a ele. Num primeiro olhar, Lila considerou ele tão simpático quanto uma cobra com polainas. Como Demas não se animava a falar nada, Lila tentou disfarçar seu constrangimento.

— “E esse Fino demora muito, Shira? Aliás, pra onde é que a gente vai, e vamos fazer exatamente o quê?”

Shira, sentindo o clima pesado na sala, desatou a falar, o que não era o seu costume. Explicou que Fino era mais ou menos o líder do grupo, pois já praticava espeleologia urbana há mais de dois anos, e que ele devia chegar um pouco atrasado, como sempre. Fino havia adiantado que tinha uma surpresa — ele havia descoberto um “tubo duplo limpo” no Passeio Público (um parque na zona central da cidade). Shira contou a novidade como se Fino tivesse descoberto a cura pro câncer, e estava visivelmente excitado para a excursão daquela tarde.

Ao ouvir a expressão “tubo limpo” Lila começou a lembrar-se de suas pesquisas no site do Cave Clan, e a terminologia bizarra que eles utilizavam. “Tubo Limpo” poderia ser tanto um encanamento de esgoto que havia sido desativado (e com sorte não deixava resquício dos odores das substâncias que outrora transitavam por ali) ou poderia ser um encanamento genérico que nunca havia sido explorado antes. Como era um “duplo limpo”, Lila imaginou que se tratava das duas hipóteses simultaneamente.

Era estranho como tanto hackers como os drainers tinham seu vocabulário próprio. Talvez fosse uma maneira de demarcar os limites de seus grupos sociais — talvez fosse só uma maneira mais simples de explicar conceitos difíceis. Um outro exemplo das gírias viria de Shira.


— “Acho que o Fino é o maior tatu cheirador desta cidade!” exclamou Shira, quase aos berros.

— “Heh... mais do que a gente imagina!” completou Demas, com um sorriso sarcástico.

Lila supôs que tatu cheirador era um drainer que tinha facilidade para encontrar novos lugares para explorar, mas não tinha muita certeza. Shira continuou a enaltecer as qualidades de Fino, e pela ênfase dada por Shira, começou a imaginá-lo como algum tipo de super-herói, capaz de abrir qualquer fechadura e entrar em qualquer lugar que desejasse. Minutos depois, a porta do apartamento se abriu.

— “E aí, geral, vamos nessa que eu já tô na pira de dechavar aquele tubo. Ei, quem é a gata?”

Lila voltou-se para o intruso, e não conseguiu disfarçar seu espanto. Um moleque de 13 anos, baixo e magro como um etíope e mal coberto por uns farrapos que já haviam sido roupas olhava para ela. Forçando a memória, Lila imaginava já tê-lo visto pedindo trocados em um cruzamento no centro da cidade. Boquiaberta, Lila refletiu sobre a figura que via à sua frente.

“Meu Deus! Então ISSO é um Fino?”

***

No próximo episódio: sexo sujo no underground.

Para ler outros capítulos, clique nos links abaixo:

Capítulo 1

Capítulo 2

Capítulo 3

Rodrigo Sais, o Groo, é jornalista. Esta é uma peça de ficção. Qualquer semelhança com fatos envolvendo pessoas ou empresas reais terá sido mera coincidência.


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LILA

22/4/2001 - 0:00 Rodrigo Sais



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Empresa desafia hackers a invadirem seu sistema

20/4/2001 - 19:10 Giordani Rodrigues


Hackers do mundo inteiro terão, a partir de hoje até o dia 25 de abril, a oportunidade de fazer aquilo de que mais gostam: invadir sistemas sem ser perturbados. E ainda poderão ganhar um bom dinheiro por isso. A Argus Systems, empresa especializada em segurança de sistemas, acaba de lançar o desafio para que hackers invadam um servidor especialmente preparado para a competição. Quem conseguir, leva US$ 50 mil.

Batizado de UK Challenge Game, o concurso dará o prêmio ao primeiro que modificar a página de um site protegido pelo software PitBull, de fabricação da empresa, rodando sob o sistema Solaris 7. Para tornar o desafio mais realístico, foram criadas duas empresas fictícias, xType Moto-Rockets e xCursion Adventure Travel.

Para ser considerado vencedor, além de desfigurar os sites de qualquer uma dessas empresas, o invasor deverá ser o primeiro a notificar a Argus. O hacker também precisa provar suas capacidades, escrevendo um relatório detalhado de como conseguiu invadir os sistemas, de tal forma que a experiência possa ser reproduzida por outras pessoas.

A empresa deixa claro que o concurso não é dirigido a script kiddies, e sim a “hackers de verdade”. “Se o seu melhor esforço consiste em baixar scripts para interromper serviços dos servidores alvos, negando assim tentativas sérias de atividade ‘hacking’, por favor, vá a outro lugar”, diz o texto das regras.

Uma característica que deve desagradar os concorrentes, é que, para receber o dinheiro, o vencedor deverá fornecer nome, endereço, telefone e e-mail.

A Argus é a empresa que lançou um desafio semelhante há pouco tempo, o Open Hack III. Segundo a companhia, o desafio não teve vencedores. Uma nota sobre o UK Challenge Game está sendo distribuída hoje pelo boletim Oxygen3, da Panda Software e as regras completas podem ser vistas no endereço http://www.argus-systems.com/events/infosec/#Rules.

Atualização (21/04/2001 - 17h36): Quem entrar hoje na página contendo as regras do jogo, irá perceber que a Argus retirou a informação sobre o IP do sistema a ser invadido. Um hacker alega já ter conseguido comprometê-lo e a empresa está analisando seu relato, por isso o servidor foi posto fora do ar. Os interessados em acompanhar o andamento do concurso devem clicar em http://www.argus-systems.com/events/infosec/status.shtml.

Atualização 2 (23/04/2001 - 20h15): A Argus confirmou, hoje, a invasão dos sites. Para ler a notícia, clique aqui.


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Hackers invadem sites da Microsoft

20/4/2001 - 4:44 Giordani Rodrigues


Um hacker (ou um grupo deles) invadiu o site da Microsoft da Bélgica, desfigurando a página principal, na tarde de ontem (horário brasileiro). Identificado pelo codinome de Black-Fuuuuuuuu, o invasor ironizou a gigante do mercado de software. Trocou a página original por uma outra, com fundo branco e letras pretas, e escreveu a frase: “Our style is much better!” (nosso estilo é muito melhor).

Pelos registros do site alemão Alldas, esta é a primeira vez que um pirata da Internet usando tal pseudônimo ataca. Das duas uma: ou este é o seu “defacement” (desfiguração) inaugural e outros se seguirão, ou trata-se de um script kiddy (pessoa que aprende a invadir sistemas usando programas prontos) que encontrou uma brecha de segurança no site, o que torna o ato ainda mais vergonhoso para a empresa.

A invasão mereceu um comentário do Attrition, especializado em registrar imagens de páginas “hackeadas”. Segundo uma nota distribuída por sua equipe, esta é a oitava vez, desde outubro de 1999, que se tem notícia de um site da Microsoft desfigurado.

O site belga foi rapidamente restaurado. Para ver o espelho da invasão clique aqui.


Atualização: No começo da manhã de hoje, o grupo brasileiro Prime Suspectz também invadiu o site da Microsoft da Grécia. Os hackers ironizaram o fato de o site utilizar como servidor o SCO, do sistema Unix, em vez de servidores da própria marca, dizendo que isso não adiantou muito.

A desfiguração ainda contou com uma imagem da bandeira brasileira sob o nome do grupo e a expressão “BRAZIL RLZ”, que na gíria dos hackers quer dizer que o Brasil domina a cena.

Nos últimos dias, o Prime Suspectz tem feito a festa em sites conhecidos. Desde o começo da semana, já invadiu três endereços da Universidade de Harvard e, ontem, o de três celebridades de Hollywod — Mel Gibson, Denzel Washington e Jennifer Aniston. Em janeiro deste ano, o grupo já havia atacado o site da Microsft da Nova Zelândia.

Para ver a imagem da invasão de hoje, registrada por Alldas, clique aqui.

Leia também:

Microsoft da Nova Zelândia é invadida por hackers brasileiros

Site da Microsoft é invadido duas vezes no mesmo dia


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eBay é fraudado em mais de US$ 450 mil

19/4/2001 - 21:59 Giordani Rodrigues


Obra verdadeira de Richard Diebenkorn
Dois homens admitiram-se culpados diante de uma corte federal americana, na cidade de Sacramento, capital da Califórnia, por centenas de fraudes cometidas no site de leilões eBay. Entre os crimes praticados, está a venda, em maio do ano passado, de um quadro falso do pintor abstracionista americano Richard Diebenkorn, a um usuário que foi induzido a pagar mais de US$ 135 mil pela obra.

O advogado Kenneth Walton, de 33 anos, e seu parceiro Scott Beach, 31 anos, armaram um esquema junto com Kenneth Fetterman, que está foragido, criando várias contas de e-mail com nomes, caixas postais e números de telefone falsos. Com estes dados, registravam-se no eBay e ofereciam produtos para serem leiloados. A partir disso, um oferecia lances falsos para o outro, aumentando artificialmente o valor da venda, até que um usuário insuspeito os comprasse.

No total, os três hospedaram mais de mil leilões no eBay, do final de 1998 até maio de 2000, e conseguiram vender mais da metade dos produtos utilizando ofertas fraudulentas. O valor das fraudes ultrapassa US$ 450 mil.

Um bom exemplo de como funcionava o esquema é o do quadro atribuído a Diebenkorn. A obra foi comprada de um antiquário e não possuía assinatura. Walton forjou as iniciais “RD 52” para induzir outros usuários a pensarem que se tratava de um quadro pintado em 1952 por Richard Diebenkorn.

Em 28 de abril de 2000, Walton colocou a obra à venda no eBay, junto com fotos digitais do produto, incluindo um close da assinatura forjada. Os três comparsas, então, passaram a fazer lances. De um valor inicial de 30 centavos de dólar, o quadro chegou a US$ 135.505,00 até ser comprado por um usuário da Holanda por US$ 135.805,00.

Os réus também admitiram ter usado a mesma técnica com outras pinturas vendidas no eBay. Obras supostamente assinadas por pintores renomados como William Wendt, Percy Gray, Alberto Giacometti, Clyfford Still e Maurice Utrillo, além de outra pintura atribuída a Diebenkorn, foram colocadas à venda.

Para dar mais credibilidade às suas fraudes, eles utilizavam nomes como “Giacometti” e “Still”, levando os usuários a pensarem que se tratavam de parentes dos artistas. Os fraudadores também criaram uma conta de e-mail para um fictício especialista em Clifford Still. Depois de terem vendido um falso quadro do pintor, o “especialista” enviou um e-mail ao comprador, com congratulações por ele ter adquirido “um excelente exemplo” do trabalho de Still.

Por causa da admissão de culpa, Kenneth Walton perdeu sua licença para advogar na Califórnia. No total, os dois receberam 11 acusações. Caso sejam condenados, podem pegar, por cada uma delas, até cinco anos de prisão, mais três em liberdade condicional e multa de US$ 250 mil, além de serem obrigados a ressarcir os usuários do eBay que foram enganados.


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InfoGuerra é escolhido como site da semana

18/4/2001 - 21:16 Redação InfoGuerra

O novo visual de InfoGuerra, inaugurado na segunda-feira, agradou não só ao público, que tem enviado elogios por e-mail, como também ao jornal Zero Hora, de Porto Alegre. A jornalista Sandra Pecis escolheu InfoGuerra como site da semana em sua coluna, publicada no ZH às quartas-feiras.

Não é a primeira vez que o site é citado por grandes empresas jornalísticas. Recentemente, serviu como fonte para notícias publicadas no Jornal do Brasil, Folha Online e Yahoo México. Isto sem contar as matérias que são publicadas quase que diariamente pelo Terra Informática.

Agradecemos o apoio de todos. Em breve, teremos mais novidades. Já está sendo preparado material novo para as seções de Artigos, Dicas e Boatos. Além disso, o quarto capítulo de Lila, novela hacker do jornalista Rodrigo Sais, que passou para a seção de Livros, está “no prelo”. Aguardem.


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Novo vírus Corações Solitários congestiona a rede

18/4/2001 - 16:08 Giordani Rodrigues

Várias empresas antivírus estão alertando para o surgimento de uma nova praga, descoberta hoje, e que está se espalhando rapidamente pela rede. Trata-se do Matcher, também chamado de vírus Corações Solitários pela Trend Micro. O vírus, do tipo worm, tem o poder de enviar mensagens em massa, congestionando os servidores de e-mail.

O Matcher disfarça-se como um programa para encontrar o par perfeito. Chega em uma mensagem de e-mail com as seguintes características:

Assunto: Matcher

Corpo da mensagem: Want to find your love mates!!! Try this its
cool... Looks and Attitude Maching to opposite sex. (Quer encontrar seu parceiro no amor!!! Tente isto, é legal... Aparência e atitutes compatíveis com o sexo oposto.)

Anexo: matcher.exe

Uma cópia da mensagem pode ser vista na figura abaixo. Perceba a forma incorreta como está escrita a palavra “matching”:



Se você receber um e-mail com as características acima, apague-o sem executar o arquivo anexado. Caso este seja executado, o vírus faz uma cópia de si mesmo na pasta Windows\System e nas pastas de arquivos temporários. Também se insere nas entradas do registro, fazendo com que seja executado toda vez que o Windows é iniciado.

A praga utiliza o catálogo de endereços do Outlook, enviando-se continuamente para todos os destinatários. Segundo a F-Secure, em alguns casos ele se envia a cada minuto, o que pode sobrecarregar a rede. O worm também modifica o arquivo AUTOEXEC.BAT, que é carregado toda vez que o computador é ligado, adicionando as seguintes linhas:

@echo off
echo from: Bugger
pause

Isto faz com que a mensagem “from: Bugger” apareça na tela do PC sempre que este é ligado. Para eliminar a praga manualmente, o arquivo Matcher.exe deve ser apagado da pasta Windows\System. É recomando fazê-lo usando o modo DOS, pois no modo Windows ele é utilizado pelo sistema.

Para sorte dos usuários este é um vírus de fácil remoção, segundo a Symantec, produtora do Norton Antivírus. De acordo com a empresa, que já constatou mais de mil casos de infecção, o Matcher tem um poder de disseminação alto e é classificado como de médio risco. Já a Trend Micro classifica o vírus Corações Solitários como sendo de alto risco.


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Hacker cristão invade site do Banco Rural

18/4/2001 - 3:19 Giordani Rodrigues

O "hacker cristão" voltou a atacar. E, desta vez, seu alvo foi nada menos do que o site de um banco. Nesta terça feira, 17, ele invadiu a página principal do Banco Rural, desfigurando-a com uma citação bíblica. "Todas as coisas me são lícitas , mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas", escreveu.

A citação faz parte da primeira epístola do apóstolo Paulo aos Coríntios, habitantes de Corinto, uma rica cidade grega dominada pelos romanos à época de Cristo.

Identificado pelo sugestivo nome de Genesy’s, esse é um desfigurador diferente. Não alerta para a segurança dos sistemas, não deixa os tradicionais "greetz" (saudações em geral), nem põe seu e-mail como forma de fazer contato — normalmente remunerado — com os administradores dos sites. Às vezes, ainda pede desculpas por seus atos.

Apareceu em cena na Páscoa, e de lá para cá já atacou sites de empresas ou intituições como Unimed, governo do Paraná, Universidade Federal de Santa Catarina e Universidade Federal do Maranhão. Em todas as ocasiões, suas mensagens foram ligadas à religião. O que não torna o ato menos "pecaminoso".

O espelho da invasão ao Bano Rural foi registrado tanto pelo site americano Attrition como pelo alemão Alldas, os dois principais sites especializados em arquivar imagens de desfigurações. Para constatar como ficou a página, clique aqui.

Leia também:
Hacker cristão ataca na Páscoa


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Hackers invadem site da Xuxa

17/4/2001 - 20:16 Giordani Rodrigues

Um grupo de hackers brasileiros identificado como Brazil Hackers Sabotage (BHS) invadiu hoje três endereços da loja virtual da Xuxa. Os sites fazem parte do Portal X, uma divisão da Globo.com, que traz notícias e variedades, e é dedicado principalmente ao estilo da apresentadora do Planeta Xuxa. Os endereços invadidos foram http//shoppingx1.somlivre.globo.com, http//shoppingx3.somlivre.globo.com e http//shoppingx2.somlivre.globo.com. Todos estão fora do ar.

Os hackers ironizaram a Globo, o administrador do sistema, e se divertiram com a Xuxa. Desfiguraram as páginas escrevendo coisas como “Hey admin I’m sorry...But you lose!” (Ei, administrador, desculpe, mas você perdeu) e “Nossa... BHS entrou na globo? Hehehe!! hey Xuxa, te amamos! Queremos conhecer seu camarim ;]”.

Fora isso, deixaram as saudações de sempre a outros integrantes do mundo hacker e também a sites como Safemode e Alldas, que registram os espelhos dos ataques. O grupo é composto por três integrantes, JShalom, Astek e dAnGeRmOuSe, mas quem assinou as desfigurações foi o primeiro, que também invadiu o site da Som Livre, ontem.

JShalom usou uma forma dissimulada de oferecer seus serviços para mostrar as vulnerabilidades do servidor — obviamente, caso fosse remunerado. “Admin, solution for this site u find in” (administrador, a solução para este site você encontra em), seguido do seu endereço de e-mail.

Tal atitude, na verdade, é corriqueira entre desfiguradores de páginas. O mais original foi a frase usada, parecendo publicidade de quem oferece crédito a juros. O espelhos das invasões, podem ser vistos no site Alldas, um dos “homenageados”. Clique nos links abaixo:

http://defaced.alldas.de/mirror/2001/04/17/shoppingx1.somlivre.globo.com/

http://defaced.alldas.de/mirror/2001/04/17/shoppingx2.somlivre.globo.com/


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HP confirma invasão de hackers em seu site

16/4/2001 - 20:20 Giordani Rodrigues

A Hewlett-Packard (HP) Brasil divulgou um comunicado no final da tarde de hoje confirmando que o site HP Store Brasil, responsável pela venda online de produtos da empresa, foi invadido, conforme noticiado por InfoGuerra na última sexta-feira. Segundo o comunicado, “um número limitado de dados pessoais dos clientes foi acessado, mas nenhuma informação sobre cartões de crédito foi violada”. A descoberta da invasão ocorreu na manhã de quinta-feira, dia 12 de abril.

O acesso ao site foi temporariamente interrompido. A HP afirma que “já identificou a raiz do incidente e está tomando todas as medidas para prevenir outras ocorrências como essa no futuro”. As autoridades brasileiras também foram chamadas para ajudar nos procedimentos.

A informação sobre a invasão ao site HP Store Brasil partiu do próprio hacker responsável pelo ato. Identificado como Phrozen_Byte, ele enviou um e-mail a InfoGuerra contendo dados pessoais de pouco mais de dez clientes da empresa, incluindo nome, endereço, telefone, e-mail, CPF, produto adquirido, data e valor da compra. Cerca de metade dos clientes foram contatados e confirmaram as informações.

Phrozen_Byte afirma que se apoderou de 1288 cadastros e ameaçou divulgá-los na Internet, caso não fosse “levado à sério”. No e-mail enviado, ele disse que não daria entrevistas, porém concordou em responder a algumas perguntas feitas por InfoGuerra.

Em uma mensagem remetida ontem (15/04), ele confirma que a invasão ocorreu na quinta-feira, mas diz que já estava sendo planejada há algum tempo. Seu objetivo não seria “obter dinheiro, nem tampouco roubar algo”, mas fazer com que “as empresas tomem cuidado na hora de planejarem seus sites de e-commerce”.

Ele afirma que, além dele, outras pessoas ajudaram na invasão e copiaram o conteúdo do site. “Não adianta em nada me pegar, isso ajudaria a espalhar as informações”, escreveu. Phrozen_Byte garante que o site da HP Store apresenta defeitos sérios há muito tempo.

“Há mais de duas semanas venho admirando o conteúdo do site e a meu modo de ver é incompetência dos administradores não terem percebido isso, mas eles devem estar preocupados em organizar a Páscoa no litoral de algum estado”.

O hacker garante que o site continua com erros e que se alguém quiser pode até mesmo deletar o servidor. “Eles não tem backup dos arquivos para uso imediato”, disse. “Imagina só se os dados de um dos clientes some, ele liga e qual seria a resposta da atendente? —Bom, o senhor deve se recadastrar”, ironizou.

E vai além: “eu estive na central de controle da HP Store, uma interface gráfica realmente interessante, e com o poder de fazer qualquer coisa, liberar crédito, dar baixa nas compras, alterar qualquer coisa”.

Phrozen_Byte disse que não pertence a nenhum grupo, e que a invasão à HP foi dedicada “a uma amiga muito importante” chamada Bianca e a seu irmão, cujo pseudônimo é Dead_Byte.

No e-mail, ele também revela porque mudou de idéia e resolveu falar sobre a invasão: “a HP, em sua resposta, provavelmente vai dizer que já me achou e está tomando todas as medidas possíveis contra mim”.

No comunicado divulgado hoje, a empresa afirma que não irá mais divulgar detalhes sobre a questão, visando proteger a privacidade de seus clientes e não prejudicar as investigações.

Leia também:
Cracker rouba dados de clientes da HP


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Hacker cristão ataca na Páscoa

16/4/2001 - 16:23 Giordani Rodrigues

Levar a palavra de Deus aos povos ganhou um significado pouco convencional no feriado de Páscoa. Numa atitude inusitada no universo das desfigurações de páginas, em que o comum são palavrões e ofensas em geral, um hacker cristão invadiu vários sites durante o último final de semana e deixou mensagens religiosas neles.

Identificado pelo sugestivo pseudônimo de Genesy’s, o hacker escreveu frases como "Pascoa !!! Qual é a real razão da pascoa ? não seria a de relembrar o sacrifício de Jesus Cristo ? Porquê então a atenção das pessoas é voltada para um outro lado ? Quando se fala em pascoa , as pessoas lembram logo de ovos de chocolate ... e de coelhos !!! (...) A verdade é: Jesus Cristo veio ao mundo para morrer por você !!! Não o ignore !!! Ele quer falar com você !!! E também te ajudar !!! Pois ele te ama !!! Eu não estou aqui para falar de igreja ou seita alguma! mas vim para falar de DEUS" (sic).

As palavras acima foram escritas no site da Unimed, mas Genesy’s também invadiu sites do governo do Paraná (http://netescola.pr.gov.br), do Centro de Ensino Unificado de Teresina (CEUT), que até as 16h15 de hoje permanecia desfigurado, e da Secretaria da Fazenda de São Paulo, sempre deixando mensagens relacionadas à crença em um ser superior.

Neste último, ele questionou o fato de o Brasil ser um país com liberdade religiosa, mas que "outorga" os feriados ligados à Igreja Católica. Uma característica peculiar de seus ataques é que ele pediu desculpas por seus atos aos adminstradores de todos os sistemas invadidos.

O site da Unimed foi novamente desfigurado na madrugada de hoje. Desta feita, o hacker, identificado como "c4d3t" (cadet), deixou uma mensagem ofensiva. Escreveu a palavra "saúde" com um cifrão no lugar do "s" e chamou os proprietários de planos médicos de "capitalistas sujos".

O departamento de marketing da Unimed confirmou esta invasão, mas afirmou desconhecer o ataque do "hacker cristão". O site já voltou ao normal. Clique nos links abaixo para ver os espelhos dos ataques, registrados por Alldas:

Unimed - 1ª invasão
Unimed - 2ª invasão
Netescola
CEUT
Secretaria da Fazenda de São Paulo


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Cracker rouba dados de clientes da HP

13/4/2001 - 1:00 Giordani Rodrigues

Ontem à noite, InfoGuerra recebeu um e-mail assinado por alguém identificado pelo pseudônimo de Phrozen_Byte. A mensagem informava que um site brasileiro da Hewlett-Packard, o HP Store, responsável pela venda online de produtos da multinacional, havia sido invadido e dele foram roubados 1288 cadastros de clientes da empresa. Para provar o que dizia, Phrozen_Byte mandou anexado ao e-mail um arquivo contendo elementos do site e pouco mais de dez destes cadastros.

Entre as informações dos usuários, constavam nome, endereço, e-mail, telefone, CPF, senha, produto adquirido, valor e até o tipo de transação (pela Internet ou por telemarketing). De posse de tais dados, InfoGuerra conseguiu fazer contato com cerca de metade dos clientes cujos cadastros constavam do e-mail e confirmou as informações. Alguns dos compradores eram funcionários da própria HP.

Um dos usuários, gerente de um hotel em Minas Gerais, chegou a comentar que iria tomar medidas contra a empresa, já que, mesmo tendo decidido fazer a compra por telefone, seus dados foram disponibilizados na rede e posteriormente roubados.

Devido ao feriado da Semana Santa, não foi possível entrar em contato com a assessoria de imprensa da HP ou com os responsáveis pelo site invadido, que permanece inacessível. Os setores que estavam funcionando, de suporte ao usuário, não puderam comentar o assunto.

Phrozen_Byte é um pirata da rede pouco conhecido. Seu último ato de destaque foi invadir o site da Agência Espacial do Canadá, em fevereiro deste ano, junto com Tempest, Pantera e Ph4nt4 e escrever a frase "we eat crazy cows" (nós comemos vacas loucas). O ato acabou gerando uma onda de protestos dos hackers ao boicote da carne bovina brasileira.

No e-mail enviado ontem, ele ameaçava publicar na Internet os dados dos 1288 clientes da HP, num prazo de 48 horas, caso não o levassem à sério, e dizia que não daria entrevistas. Portanto, maiores esclarecimentos sobre o episódio, só a partir de segunda-feira, quando as atividades da empresa voltarem ao normal.


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Submundo: site de prefeitura ficou 4 meses invadido

3/4/2001 - 1:00 Giordani Rodrigues

Vejam vocês como são as coisas: há menos de uma semana, inaugurei uma nova série em InfoGuerra, Submundo. Cheguei a anunciar algumas pautas, entre elas a de um site do governo que estava invadido há meses sem modificação. Nesse dia, verifiquei, e o site continuava lá, "owned". Pois não é que, justo agora que resolvo escrever sobre isso, ele fica "forbidden"?

Sim, hoje tentei acessar o site da Prefeitura de Jaru, em Rondônia, e encontrei a mensagem de "entrada proibida". Até a semana passada, no entanto, ele trazia a inscrição "$@!& prime suspectz ownz you?", como se pode ver no espelho registrado por Attrition. O site foi invadido no dia 12 de novembro de 2000 e permaneceu assim até março deste ano!

Imagine que você morasse em Jaru (talvez more), e quisesse saber sobre a taxa urbana, ou ler o edital de um novo concurso. Entra no site da prefeitura e só encontra a inscrição "prime suspectz ownz you?", meses a fio. Mas, pelo jeito, ninguém em Jaru acessa o site da prefeitura, nem o próprio prefeito, nem o responsável pelo site. Caso contrário, não teria passado tanto tempo desfigurado.

A situação é tão sui generis que não adianta, agora que o site está fora do ar, tentar saber como era sua aparência original. Isso seria possível com o mecanismo de busca Google, um dos melhores atualmente. O sistema salva uma imagem das páginas em sua memória cache, à medida que rastreia a Internet em busca de endereços. Mas se você colocar "prefeitura de jaru" como palavras-chave no Google, o resultado só irá confirmar a invasão.

Tente. Na minha máquina deu o seguinte: como primeiro resultado, o endereço www.jaru.ro.gov.br, acompanhado do título "prime suspectz ownz! @%#$" e as referências "$@!& prime suspectz ownz you? Greetz: Insanity Zine c0rp, McM4nus, the-magic, elitehacker ...". Clique na palavra "cache" e veja que aparece a mesma imagem que a do Attrition. Ou seja, o site passou tanto tempo assim, que foi essa a imagem que o Google registrou dele.

O fato, apesar de servir para piadas, é lamentável. Primeiro pela desfiguração em si, um ato reprovável, senão ilegal. Segundo, porque a prefeitura de Jaru deve ter muito mais com que se preocupar do que com hackers. Terceiro, porque acaba justificando o bordão repetido pelos grupos brasileiros em seus últimos ataques: "Brazil rulez", ou seja, o Brasil realmente "domina" a cena hacker mundial e detém tristes recordes.

Conforme estatísticas do Attrition, o Brasil é, de longe, o país com a maior quantidade de endereços invadidos. Como se não bastasse, o país ainda teve o maior crescimento no número de ataques, no ano passado, entre todos os registros feitos pelo site.

Os endereços do governo vivem sendo atacados. E o governo, ou não está muito preocupado com isso, ou simplesmente não tem condições de combater os grupos, que surgem com novos nomes a cada dia.

Apesar de todos esses dados, o que aconteceu na cidade de Jaru é, sem dúvida, uma bizarra exceção. Quatro meses é demais! A prefeitura deveria agora ao menos tentar reverter a situação, inscrevendo-se no Guinness Records. É muito improvável que haja um concorrente à altura.

Obs. - Vários contatos telefônicos com a prefeitura foram tentados, mas as chamadas não foram atendidas. O e-mail não foi encontrado, ainda mais com o site fora do ar.

Outros artigos da série Submundo:

Hacker bem-humorada faz piada com a própria atividade


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