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Promotor rejeita ação contra spam no Paraná
27/3/2002 - 0:00 Redação InfoGuerra
O Ministério Público do Paraná (MP-PR) determinou, em despacho assinado no último dia 21, o arquivamento de uma representação contra a prática de spam (envio de mensagens não solicitadas). A ação foi apresentada pelos advogados Amaro Moraes e Silva Neto e Omar Kaminski em maio de 2001.
De acordo com Kaminski e Moraes, o envio de mensagens não solicitadas pela Internet atenta contra a segurança e regular funcionamento da rede. Isto iria contra o artigo 265 do Código Penal (atentar contra a segurança ou funcionamento de serviços de utilidade pública). Por isso, pediram a instauração de procedimento penal para a apuração de responsabilidades. A tese defendida é semelhante à interposta por Moraes em São Paulo.
O promotor de Justiça, Ciro Expedito Scheraiber, da Promotoria de Defesa do Consumidor do MP-PR, entendeu que, de acordo com a Anatel, o acesso à Internet é um "Serviço de Valor Adicionado", e não constitui serviço de utilidade pública. Além disso, considerou que, mesmo que o spam possa causar até o travamento do computador, isso não significa um "atentado", na definição legal do artigo 265.
Segundo o promotor, "por enquanto não está o direito preparado para resolver uma situação recentíssima conseqüente da evolução tecnológica, mesmo porque há questionar se a lei ou o direito que deva fazê-lo". Scheraiber afirmou que em outros países já há decisões sobre o assunto, mas as vítimas entraram com a ação e "demonstraram efetivo prejuízo".
"Portanto, pela só fenomenologia da remessa de spams, genericamente considerados, e por algumas, dentre milhares de detentores de endereços eletrônicos, não se legitimaria o interesse social, ou público, a mover o Ministério Público na empreitada".
Os autos foram remetidos ao Conselho Superior do Ministério Público e dependem de referendum do Colegiado que, depois de abrir prazo para manifestações da sociedade, poderá tomar nova decisão. O entendimento do Ministério Público é específico para o caso.
A íntegra do despacho pode ser encontrada aqui.
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Conheça os verdadeiros "Big Brothers" de 2002
22/3/2002 - 0:00 Giordani Rodrigues
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| Boatos |
Dengue é combatida com borra de café, diz e-mail
20/3/2002 - 0:00 Giordani Rodrigues
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Proteção de e-mail do Norton Anti-Virus pode ser enganada
8/3/2002 - 0:00 Giordani Rodrigues
A empresa de segurança Edvice Security publicou um alerta em seu site e em listas de segurança apresentando quatro vulnerabilidades do Norton Anti-Virus (NAV) 2002. Os problemas estão relacionados com a proteção de e-mail do programa, que pode ser contornada por meio de certas técnicas. As quatro vulnerabilidades são as seguintes:
1) É possível contornar a proteção de e-mail do NAV 2002 introduzindo, antes do código de um vírus, um caractere “nulo” (NULL) no MIME (padrão para transferência de arquivos) de um e-mail.
2) Se o código do vírus estiver embutido em formatos MIME em desacordo com certas RFC (sigla de Request for Comment, padrões que guiam o desenvolvimento da Internet), o NAV poderá terminar a verificação da mensagem prematuramente, permitindo que o código malicioso passe sem ser inicialmente detectado.
3) O NAV 2002 não verifica arquivos com as extensões .nch (arquivos de cache de newsgroups) e .dbx (arquivos do Outlook Express). Renomeando um arquivo malicioso para estas extensões, o Norton não irá detectá-lo em um e-mail. Além disso, o Windows interpreta o arquivo como sendo de programas do pacote Office, o que, segundo a Edvice, faria com que o arquivo fosse executado no sistema caso o usuário desse um duplo clique nele.
4) O Outlook determina o nome de um arquivo anexado interpretando os dados do campo Content-Disposition (por ex.: Content-Disposition: attachment; filename=\"Virus.exe\") em uma mensagem. O NAV 2002 usa o campo Content-Type (por ex.: Content-Type: application/msword; name=\"Virus.nch\") para a tarefa. Combinada com a vulnerabilidade anterior, esta característica poderá fazer com que o NAV seja enganado e deixe de verificar o arquivo, já que há extensões excluídas do “escaneamento”.
A Symantec, que produz o NAV, respondeu ao alerta da Edvice. Basicamente, a companhia reconheceu a existência das quatro vulnerabilidades, mas discorda de que sejam suficientes para a execução de um vírus. Isto porque, segundo a Symantec, mesmo passando sem detecção pela proteção de e-mail, um código malicioso seria detectado por outros mecanismos do Norton, entre os quais a proteção ativa (Symantec Auto-Protect), a proteção contra execução de scripts (Symantec's Script Blocking) e a proteção para arquivos do Office (Norton AntiVirus Office plug-in).
Em outras palavras, mesmo contornando as barreiras iniciais do NAV, o antivírus daria o alerta no momento de execução do código malicioso. A Symantec afirma ainda que irá atualizar as regras de detecção do programa para evitar o problema relacionado com os formatos em desacordo com as RFCs e que está revisando a exclusão das extensões .dbx e .nch.
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Vírus Klez.E destruirá arquivos nesta quarta-feira
5/3/2002 - 0:00 Giordani Rodrigues
Atualizado em 06/03/2001 - O vírus Klez.E, um dos dez mais comuns no mundo atualmente, será ativado nesta quarta-feira, dia 6 de março. Entre suas ações, está a capacidade de sobrescrever vários tipos de arquivos — documentos do Word, páginas HTML, arquivos MP3, planilhas Excell, arquivos de texto em ASCII, entre outos — destruindo-os.
O Klez.E foi descoberto em janeiro deste ano. Sua ativação se dá no sexto dia de qualquer mês, segundo a Symantec, ou no sexto dia de meses ímpares, segundo outras empresas. Os estragos provocados em janeiro e fevereiro foram relativamente pequenos, mas a situação agora é mais séria, de acordo com um alerta divulgado pela companhia antivírus F-Secure.
A empresa constatou que os casos de infecção pelo Klez.E aumentaram progressivamente nas últimas semanas, fazendo com que o vírus se tornasse um dos mais ativos nos EUA e em países da Europa e Ásia. A situação no Brasil não é muito diferente, considerando-se o aumento das mensagens infectadas pelo vírus recebidas pela redação de InfoGuerra nos últimos dias.
O Klez.E possui um código bastante complexo. Ele se auto-envia por e-mail usando uma grande variedade de mensagens diferentes, incluindo algumas que parecem alertas sobre vírus. Às vezes falsifica um endereço de e-mail, fazendo com que a mensagem pareça vir de um remetente inocente. A praga também tenta deletar vários produtos antivírus.
O maior perigo para quem não está protegido é que o Klez.E pode ser executado automaticamente apenas com a pré-visualização da mensagem. Isto ocorre devido a uma vulnerabilidade do Internet Explorer que atinge o Outlook e o Outlook Express.
"A rotina de ativação do Klez.E é destrutiva", comenta Mikko Hypponen, diretor de pesquisa antivírus da F-Secure. "E o pior é que ele age não apenas na máquina infectada, mas também em uma rede local. Um PC infectado que tenha direito de escrita em outras máquinas pode sobrescrever os dados de toda uma companhia".
Uma solução definitiva não só para as variantes do Klez como para todos os vírus que se aproveitam da vulnerabilidade do Internet Explorer citada acima, é aplicar a correção disponível no site da Microsoft. Para baixá-la clique aqui e escolha o idioma português.
Outra medida necessária é atualizar os programas antivírus o quanto antes. Se você não possui um antivírus, pode fazer uma verificação gratuita de seu arquivos, aqui.
A Trend Micro possui uma ferramenta para eliminação do vírus, que pode ser baixada aqui. A Kaspersky também lançou uma ferramenta com o mesmo fim, a qual pode ser encontrada aqui.
Leia também:
Vírus destrutivo age só com pré-visualização de e-mail
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Brasileiros criam serviço rival ao do site Netcraft
4/3/2002 - 0:00 Giordani Rodrigues
Em represália ao bloqueio do acesso de brasileiros ao site Netcraft, funcionários de um provedor gaúcho criaram um serviço equivalente em português. Sob responsabilidade do programador Juliano Primavesi e do diretor técnico de implementação de sistemas e segurança Celso Porthieri, a página foi lançada no dia primeiro de março e faz uma referência direta ao serviço: foi batizada de NetCraft-BR e, por enquanto, utiliza o endereço http://netcraft.titanio.k8.com.br.
A Netcraft é uma empresa britânica que traz informações sobre dezenas de milhões de sites de todo o mundo, inclusive do Brasil. Tais informações abrangem o sistema operacional, o servidor Web e alguns softwares instalados no site. Há vários dias, os brasileiros não conseguem mais acessar suas páginas por vias normais. Para isso, é necessário usar artifícios como o serviço Anonymizer, que esconde o IP dos usuários.
De início, o bloqueio dos IPs originados no Brasil era apenas uma suposição, mas agora é uma certeza. Foi feito contato com internautas de vários países (Holanda, França, Rússia, EUA, Tunísia) e todos puderam acessar o site normalmente.
Não se sabe quais foram os reais motivos que levaram o responsável pela Netcraft, Mike Prettejohn, a bloquear o acesso dos brasileiros. E-mails enviados a Prettejohn na sexta-feira e no domingo, solicitando uma explicação para a atitude, não receberam resposta.
A NetCraft-BR está hospedada em um servidor da rede K8, operada pelo provedor HostNet. Segundo Celso Porthieri, "o sistema ainda está em implementação, mas novos dados sobre os hosts serão adicionados diariamente."
Leia também:
Netcraft bane brasileiros de seu site
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Netcraft bane brasileiros de seu site
1/3/2002 - 0:00 Divulgação
Nos últimos dias, muitas pessoas que tentam abrir o site da empresa Netcraft recebem uma mensagem de "Servidor não localizado" e pensam que é algum problema nos servidores que hospedam o site. Mas não é bem isso que acontece. A Netcraft, empresa de consultoria inglesa, supostamente bloqueou acessos a seu site vindos de IPs brasileiros. As informações são do site Insecure Network.
Promotor rejeita ação contra spam no Paraná
Nenhum comunicado sobre isso foi publicado, nem pela própria Netcraft nem por nenhum outro site. A única justificativa encontrada para explicar o bloqueio é que os chamados "script kiddies" estariam usando um serviço da empresa para pegar informações de um determinado servidor e a partir daí atacar o servidor alvo.
O serviço usado pelos "kiddies" consiste num mecanismo que fornece informações detalhadas sobre um site, como por exemplo o sistema operacional e também versões dos softwares que rodam no servidor do mesmo.
A decisão do bloqueio provavelmente veio para evitar possíveis processos judiciais. Mas onde entram os brasileiros nisso tudo? Cada vez mais e mais grupos de "script kiddies" surgem no Brasil, e a maior parte de todos esses grupos usavam o serviço da Netcraft. Uma vez que o "hacker" possui informações sobre o servidor, ele pode escolher que vulnerabilidade explorar.
Mas outros grupos "hacker" de outros países também usam o serviço, certo? Certo. Não há informações e nem indícios de que ínternautas de outros países também tenham sido privados de acessar o site. A Netcraft deve ter levado os seguintes pontos em consideração:
1- De acordo com estatísticas do site Alldas.org os "script kiddies" brasileiros estão no topo da lista. Vários grupos do Brasil estão entre os 10 que mais desfiguram sites.
2- Se a empresa bloqueasse o acesso de IPs dos EUA, ou então de partes da Europa, ela estaria proibindo os próprios clientes de ver o site.
Resumindo, a Netcraft ajudava indiretamente os "hackers" brasileiros a desfigurar sites, e por isso bloqueou o acesso dos IPs. Para evitar problemas com a justiça.
Claro que ainda é possível visualizar o site Netcraft.com. Basta usar proxys em seu navegador, ou então usar o serviço gratuito de proxy oferecido pelo site Anonymizer.net.
A Netcraft foi procurada pela equipe da Insecure Network para comentar o assunto, mas não obtivemos nenhuma resposta até a publicação desta notícia.
Nota da Redação: InfoGuerra não garante que as informações acima sejam corretas. No entanto, é bem provável que a equipe da Insecure Network tenha razão. Nos últimos dias tentamos acessar o site Netcraft para recolher informações úteis para algumas reportagens e também não obtivemos sucesso fazendo isso diretamente pelo endereço do site. Mas por meio do Anonymizer, o acesso ocorre normalmente, como foi destacado. Pouco antes da publicação desta matéria, também enviamos um e-mail solicitando informações aos responsáveis pelo Netcraft. Assim que conseguirmos obter maiores infor
Noticias
27/3/2002 - 0:00 Redação InfoGuerra
O Ministério Público do Paraná (MP-PR) determinou, em despacho assinado no último dia 21, o arquivamento de uma representação contra a prática de spam (envio de mensagens não solicitadas). A ação foi apresentada pelos advogados Amaro Moraes e Silva Neto e Omar Kaminski em maio de 2001.
De acordo com Kaminski e Moraes, o envio de mensagens não solicitadas pela Internet atenta contra a segurança e regular funcionamento da rede. Isto iria contra o artigo 265 do Código Penal (atentar contra a segurança ou funcionamento de serviços de utilidade pública). Por isso, pediram a instauração de procedimento penal para a apuração de responsabilidades. A tese defendida é semelhante à interposta por Moraes em São Paulo.
O promotor de Justiça, Ciro Expedito Scheraiber, da Promotoria de Defesa do Consumidor do MP-PR, entendeu que, de acordo com a Anatel, o acesso à Internet é um "Serviço de Valor Adicionado", e não constitui serviço de utilidade pública. Além disso, considerou que, mesmo que o spam possa causar até o travamento do computador, isso não significa um "atentado", na definição legal do artigo 265.
Segundo o promotor, "por enquanto não está o direito preparado para resolver uma situação recentíssima conseqüente da evolução tecnológica, mesmo porque há questionar se a lei ou o direito que deva fazê-lo". Scheraiber afirmou que em outros países já há decisões sobre o assunto, mas as vítimas entraram com a ação e "demonstraram efetivo prejuízo".
"Portanto, pela só fenomenologia da remessa de spams, genericamente considerados, e por algumas, dentre milhares de detentores de endereços eletrônicos, não se legitimaria o interesse social, ou público, a mover o Ministério Público na empreitada".
Os autos foram remetidos ao Conselho Superior do Ministério Público e dependem de referendum do Colegiado que, depois de abrir prazo para manifestações da sociedade, poderá tomar nova decisão. O entendimento do Ministério Público é específico para o caso.
A íntegra do despacho pode ser encontrada aqui.
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Conheça os verdadeiros "Big Brothers" de 2002
22/3/2002 - 0:00 Giordani Rodrigues
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Dengue é combatida com borra de café, diz e-mail
20/3/2002 - 0:00 Giordani Rodrigues
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Proteção de e-mail do Norton Anti-Virus pode ser enganada
8/3/2002 - 0:00 Giordani Rodrigues
A empresa de segurança Edvice Security publicou um alerta em seu site e em listas de segurança apresentando quatro vulnerabilidades do Norton Anti-Virus (NAV) 2002. Os problemas estão relacionados com a proteção de e-mail do programa, que pode ser contornada por meio de certas técnicas. As quatro vulnerabilidades são as seguintes:
1) É possível contornar a proteção de e-mail do NAV 2002 introduzindo, antes do código de um vírus, um caractere “nulo” (NULL) no MIME (padrão para transferência de arquivos) de um e-mail.
2) Se o código do vírus estiver embutido em formatos MIME em desacordo com certas RFC (sigla de Request for Comment, padrões que guiam o desenvolvimento da Internet), o NAV poderá terminar a verificação da mensagem prematuramente, permitindo que o código malicioso passe sem ser inicialmente detectado.
3) O NAV 2002 não verifica arquivos com as extensões .nch (arquivos de cache de newsgroups) e .dbx (arquivos do Outlook Express). Renomeando um arquivo malicioso para estas extensões, o Norton não irá detectá-lo em um e-mail. Além disso, o Windows interpreta o arquivo como sendo de programas do pacote Office, o que, segundo a Edvice, faria com que o arquivo fosse executado no sistema caso o usuário desse um duplo clique nele.
4) O Outlook determina o nome de um arquivo anexado interpretando os dados do campo Content-Disposition (por ex.: Content-Disposition: attachment; filename=\"Virus.exe\") em uma mensagem. O NAV 2002 usa o campo Content-Type (por ex.: Content-Type: application/msword; name=\"Virus.nch\") para a tarefa. Combinada com a vulnerabilidade anterior, esta característica poderá fazer com que o NAV seja enganado e deixe de verificar o arquivo, já que há extensões excluídas do “escaneamento”.
A Symantec, que produz o NAV, respondeu ao alerta da Edvice. Basicamente, a companhia reconheceu a existência das quatro vulnerabilidades, mas discorda de que sejam suficientes para a execução de um vírus. Isto porque, segundo a Symantec, mesmo passando sem detecção pela proteção de e-mail, um código malicioso seria detectado por outros mecanismos do Norton, entre os quais a proteção ativa (Symantec Auto-Protect), a proteção contra execução de scripts (Symantec's Script Blocking) e a proteção para arquivos do Office (Norton AntiVirus Office plug-in).
Em outras palavras, mesmo contornando as barreiras iniciais do NAV, o antivírus daria o alerta no momento de execução do código malicioso. A Symantec afirma ainda que irá atualizar as regras de detecção do programa para evitar o problema relacionado com os formatos em desacordo com as RFCs e que está revisando a exclusão das extensões .dbx e .nch.
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Vírus Klez.E destruirá arquivos nesta quarta-feira
5/3/2002 - 0:00 Giordani Rodrigues
Atualizado em 06/03/2001 - O vírus Klez.E, um dos dez mais comuns no mundo atualmente, será ativado nesta quarta-feira, dia 6 de março. Entre suas ações, está a capacidade de sobrescrever vários tipos de arquivos — documentos do Word, páginas HTML, arquivos MP3, planilhas Excell, arquivos de texto em ASCII, entre outos — destruindo-os.
O Klez.E foi descoberto em janeiro deste ano. Sua ativação se dá no sexto dia de qualquer mês, segundo a Symantec, ou no sexto dia de meses ímpares, segundo outras empresas. Os estragos provocados em janeiro e fevereiro foram relativamente pequenos, mas a situação agora é mais séria, de acordo com um alerta divulgado pela companhia antivírus F-Secure.
A empresa constatou que os casos de infecção pelo Klez.E aumentaram progressivamente nas últimas semanas, fazendo com que o vírus se tornasse um dos mais ativos nos EUA e em países da Europa e Ásia. A situação no Brasil não é muito diferente, considerando-se o aumento das mensagens infectadas pelo vírus recebidas pela redação de InfoGuerra nos últimos dias.
O Klez.E possui um código bastante complexo. Ele se auto-envia por e-mail usando uma grande variedade de mensagens diferentes, incluindo algumas que parecem alertas sobre vírus. Às vezes falsifica um endereço de e-mail, fazendo com que a mensagem pareça vir de um remetente inocente. A praga também tenta deletar vários produtos antivírus.
O maior perigo para quem não está protegido é que o Klez.E pode ser executado automaticamente apenas com a pré-visualização da mensagem. Isto ocorre devido a uma vulnerabilidade do Internet Explorer que atinge o Outlook e o Outlook Express.
"A rotina de ativação do Klez.E é destrutiva", comenta Mikko Hypponen, diretor de pesquisa antivírus da F-Secure. "E o pior é que ele age não apenas na máquina infectada, mas também em uma rede local. Um PC infectado que tenha direito de escrita em outras máquinas pode sobrescrever os dados de toda uma companhia".
Uma solução definitiva não só para as variantes do Klez como para todos os vírus que se aproveitam da vulnerabilidade do Internet Explorer citada acima, é aplicar a correção disponível no site da Microsoft. Para baixá-la clique aqui e escolha o idioma português.
Outra medida necessária é atualizar os programas antivírus o quanto antes. Se você não possui um antivírus, pode fazer uma verificação gratuita de seu arquivos, aqui.
A Trend Micro possui uma ferramenta para eliminação do vírus, que pode ser baixada aqui. A Kaspersky também lançou uma ferramenta com o mesmo fim, a qual pode ser encontrada aqui.
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Vírus destrutivo age só com pré-visualização de e-mail
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Brasileiros criam serviço rival ao do site Netcraft
4/3/2002 - 0:00 Giordani Rodrigues
Em represália ao bloqueio do acesso de brasileiros ao site Netcraft, funcionários de um provedor gaúcho criaram um serviço equivalente em português. Sob responsabilidade do programador Juliano Primavesi e do diretor técnico de implementação de sistemas e segurança Celso Porthieri, a página foi lançada no dia primeiro de março e faz uma referência direta ao serviço: foi batizada de NetCraft-BR e, por enquanto, utiliza o endereço http://netcraft.titanio.k8.com.br.
A Netcraft é uma empresa britânica que traz informações sobre dezenas de milhões de sites de todo o mundo, inclusive do Brasil. Tais informações abrangem o sistema operacional, o servidor Web e alguns softwares instalados no site. Há vários dias, os brasileiros não conseguem mais acessar suas páginas por vias normais. Para isso, é necessário usar artifícios como o serviço Anonymizer, que esconde o IP dos usuários.
De início, o bloqueio dos IPs originados no Brasil era apenas uma suposição, mas agora é uma certeza. Foi feito contato com internautas de vários países (Holanda, França, Rússia, EUA, Tunísia) e todos puderam acessar o site normalmente.
Não se sabe quais foram os reais motivos que levaram o responsável pela Netcraft, Mike Prettejohn, a bloquear o acesso dos brasileiros. E-mails enviados a Prettejohn na sexta-feira e no domingo, solicitando uma explicação para a atitude, não receberam resposta.
A NetCraft-BR está hospedada em um servidor da rede K8, operada pelo provedor HostNet. Segundo Celso Porthieri, "o sistema ainda está em implementação, mas novos dados sobre os hosts serão adicionados diariamente."
Leia também:
Netcraft bane brasileiros de seu site
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Netcraft bane brasileiros de seu site
1/3/2002 - 0:00 Divulgação
Nos últimos dias, muitas pessoas que tentam abrir o site da empresa Netcraft recebem uma mensagem de "Servidor não localizado" e pensam que é algum problema nos servidores que hospedam o site. Mas não é bem isso que acontece. A Netcraft, empresa de consultoria inglesa, supostamente bloqueou acessos a seu site vindos de IPs brasileiros. As informações são do site Insecure Network.
Nenhum comunicado sobre isso foi publicado, nem pela própria Netcraft nem por nenhum outro site. A única justificativa encontrada para explicar o bloqueio é que os chamados "script kiddies" estariam usando um serviço da empresa para pegar informações de um determinado servidor e a partir daí atacar o servidor alvo.
O serviço usado pelos "kiddies" consiste num mecanismo que fornece informações detalhadas sobre um site, como por exemplo o sistema operacional e também versões dos softwares que rodam no servidor do mesmo.
A decisão do bloqueio provavelmente veio para evitar possíveis processos judiciais. Mas onde entram os brasileiros nisso tudo? Cada vez mais e mais grupos de "script kiddies" surgem no Brasil, e a maior parte de todos esses grupos usavam o serviço da Netcraft. Uma vez que o "hacker" possui informações sobre o servidor, ele pode escolher que vulnerabilidade explorar.
Mas outros grupos "hacker" de outros países também usam o serviço, certo? Certo. Não há informações e nem indícios de que ínternautas de outros países também tenham sido privados de acessar o site. A Netcraft deve ter levado os seguintes pontos em consideração:
1- De acordo com estatísticas do site Alldas.org os "script kiddies" brasileiros estão no topo da lista. Vários grupos do Brasil estão entre os 10 que mais desfiguram sites.
2- Se a empresa bloqueasse o acesso de IPs dos EUA, ou então de partes da Europa, ela estaria proibindo os próprios clientes de ver o site.
Resumindo, a Netcraft ajudava indiretamente os "hackers" brasileiros a desfigurar sites, e por isso bloqueou o acesso dos IPs. Para evitar problemas com a justiça.
Claro que ainda é possível visualizar o site Netcraft.com. Basta usar proxys em seu navegador, ou então usar o serviço gratuito de proxy oferecido pelo site Anonymizer.net.
A Netcraft foi procurada pela equipe da Insecure Network para comentar o assunto, mas não obtivemos nenhuma resposta até a publicação desta notícia.
Nota da Redação: InfoGuerra não garante que as informações acima sejam corretas. No entanto, é bem provável que a equipe da Insecure Network tenha razão. Nos últimos dias tentamos acessar o site Netcraft para recolher informações úteis para algumas reportagens e também não obtivemos sucesso fazendo isso diretamente pelo endereço do site. Mas por meio do Anonymizer, o acesso ocorre normalmente, como foi destacado. Pouco antes da publicação desta matéria, também enviamos um e-mail solicitando informações aos responsáveis pelo Netcraft. Assim que conseguirmos obter maiores informações sobre o que está acontecendo, elas serão publicadas.